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Febre amarela: casos sobem para dez

Folhapress
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Brasília - O número de casos de febre amarela no País já subiu para dez, com quatro casos novos - incluindo duas mortes confirmadas ontem pelo Ministério da Saúde. Outros 12 casos estão sob investigação.

Os números deste ano já superam o de todo o ano de 2007, quando foram registrados cinco mortes pela doença. Desde 2003 não havia tantos casos e mortes confirmadas por febre amarela no País. Naquele ano, houve 64 casos e 23 mortes. Em 2004, foram cinco casos e três mortes. No ano seguinte, foram confirmados três casos e três mortes. Em 2006, houve dois casos e duas mortes e no ano passado houve seis casos e cinco mortes.

Segundo o ministério,.as vítimas da doença confirmadas anteontem se infectaram provavelmente em áreas de mata de Goiás. A pasta não divulgou ontem o nome dos municípios. Os pacientes que morreram moravam em Taguatinga (DF) e Luiziânia, cidade goiana no entorno de Brasília. Os outros dois são de São Caetano, Região Metropolitana de São Paulo, e também de Luiziânia.

Os dois de Luiziânia são irmãos e agricultores, segundo a Secretaria da Saúde do Distrito Federal e foram internados em Brasília com o sintoma da doença. O mais velho morreu na segunda-feira no Hospital Regional da Asa Norte. O outro, segundo a pasta, está internado no Hospital Regional do Gama e não corre risco de morte.

A outra vítima da doença confirmada ontem é o pastor evangélico Antônio Rates dos Santos, 44 anos, que morreu na anteontem em um hospital particular da Taguatinga. Santos passou o Ano Novo em uma fazenda em Abadiânia, em Goiás, onde, segundo a secretaria, teria contraído a doença. Ninguém mais da família apresentou sintomas da febre amarela.

Dos dez casos confirmados até agora, nove têm Goiás como origem provável da infecção. A outra é uma paciente de São paulo que passou uma temporada em Bonito e Dourados, ambos no Mato Grosso do Sul. Na nota em que confirmou os novos casos, o Ministério da Saúde informou que estão sendo enviados mais 650 mil doses de vacina para Minas Gerais, Goiás, Tocantins, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.

O ministro José Gomes Temporão, que estava em Cuba, chegou ontem à noite em Brasília. Ele só falou anteontem, antes da confirmação dos novos casos, e voltou a afirmar que não há risco de epidemia da doença.

O número de casos é o mais elevado no Estado desde 2001. No surto de 2000, foram 53 casos e 23 mortes em Goiás. De 2001 a 2006, nenhuma ocorrência foi registrada. Em 2007, foram duas mortes no Estado. Para o Ministério da Saúde, no entanto, a ocorrência da doença em Goiás está dentro da normalidade e se deve a uma maior circulação do vírus da febre amarela entre macacos.

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