Mais um ano se encerra e abre-se-nos uma oportunidade para avaliarmos nossa vida e fazermos um balanço. Esta é a hora de vermos como agimos para com nossos cônjuges, filhos, familiares e amigos. O mais importante, devemos sempre ter em mente, é o crescimento, melhorar mais a cada ano. Porém, precisamos nos avaliar não somente com nossa ótica, precisamos pensar um pouco sobre como pensam os que nos circundam. Será que julgam que estamos acomodados? O que fizemos para melhorar os que estão à nossa volta? E se morrermos, terá quem chorará a perda? Verão que fomos úteis?
Como nos vêem cônjuges e filhos? Como um apoio ou como alguém que maltrata? Aniquilamos nossos cônjuges por ciúme ou inveja? Fazemos a diferença na felicidade de nossos entes queridos? Somos dignos do estado marital que Deus nos encarregou? Nenhum ganho tem o arrogante que despreza os outros, o colérico que maltrata seus amados, o mesquinho que só pensa em si, o hipócrita que engana, o bajulador que maquia a realidade e o orgulhoso que não pede perdão nem estende a mão. A não ser solidão, indiferença, tristeza, sofrimento e dor! Faça mal a todos e espere que lhe tratem bem. Espere, sentado de preferência. Quando Moisés escreveu que Deus amaldiçoa a geração do ímpio nada mais fez que constatar uma realidade. Colhe-se apenas o que se planta.
Devemos também pensar no que passamos, sofremos, realizamos, omitimos. Rever criticamente nossos erros e ter a coragem e a humildade de pedir desculpas, quando necessário. Vamos aproveitar o início deste ano novo para planejar o que faremos. Tempo excelente para estabelecer metas, que sejam realistas. Tempo para vencer a tristeza e a melancolia que se abate sempre. Tempo de reviver, de arriscar-se.
Tempo de planejar batalhas, trabalhar melhor, viver a família. Criar fortaleza para enfrentar as dificuldades, fracassos e derrotas, pois é o caminho necessário para o sucesso. Saber ter paciência e aprender a ser perseverante. É pelo sacrifício do presente que o agricultor colhe o trigo do amanhã. Colhe-se aquilo que se planta! Quem semeia ventos, colhe tempestade! Portanto, plantemos o bem, o respeito, a confiança, a amizade, a admiração, o carinho, o aperto de mãos, o abraço e o beijo.
Tenhamos harmonia sem comparações inúteis. Religião não deve ser palco para disputas pessoais. Cristo não é um produto a ser vendido. Nem devemos entrar em jogos de comadres. Deus é amor e amor significa união. Aproveitemos este Dia Internacional da Paz para fazer um dia de preparo para implantação de uma paz verdadeira que brota do coração tocado por Deus. Para viver não somente o presente, nem reclamando do passado ou viver apenas pelo futuro. Viver intensamente e com equilíbrio o ontem, o hoje e o amanhã. Que o progresso seja nossa meta. E o crescimento completo: material, espiritual, cultural, familiar e social. É na temperança que reside o segredo de uma felicidade duradoura. Assim teremos um Ano Novo repleto de realizações!
O autor, Mario Eugenio Saturno, é tecnologista sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Inpe