Nairóbi - A polícia queniana atirou contra os manifestantes no segundo do terceiro dia de protesto nacional convocado por Raila Odinga, principal líder da oposição.
A intensa repressão esvaziou as ruas, mas não diminuiu a violência. Pelo menos seis pessoas foram mortas ontem e dezenas ficaram feridas. Em Kisumu, terceira maior cidade do Quênia, simpatizantes da oposição reagiram com pedras à presença da polícia. A revolta aumentou com a exibição pela TV, ontem, de imagens de um manifestante desarmado sendo morto pela polícia.
O país, que era considerado um dos mais estáveis da África, está à beira da guerra civil desde 31 de dezembro, quando o presidente Mwai Kibaki anunciou sua reeleição, contestada pelo Movimento Democrático Laranja. Pelo menos 600 pessoas morreram e 250 mil deixaram suas casas para fugir da violência.
O conflito político no Quênia acirrou tensões étnicas. Acusados de monopolizar o poder, os kikuyus -tribo de Kibaki- têm sido atacados por milícias de outros clãs.