São Paulo - O espanhol Juan Manuel “Moncho” Monsalve Fernandez, 63, é o substituto de Lula Ferreira como técnico da Seleção Brasileira de basquete. O anúncio foi feito ontem pelo presidente da CBB, Gerasime Bozikis, o Grego. “Moncho Monsalve é um técnico qualificado, com conhecimento internacional e apreciador do jogo solidário e do conceito de equipe. Conhece bem o nosso estilo e jogadores. Pertence ao Gabinete Técnico da Federação Espanhola, atual campeã mundial”, afirmou o dirigente.
Moncho, que será apresentado em fevereiro, terá a missão de levar a seleção aos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. A última participação do time masculino de basquete do Brasil aconteceu em Atlanta-1996. O Brasil, que despediu Lula após não conseguir a vaga para Pequim no qualificatório das Américas, disputa o Pré-Olímpico Mundial, último classificatório para a Olimpíada deste ano, entre os dias 14 a 20 de julho, na Grécia.
O novo treinador da seleção já apontou quais devem ser os principais adversários do time de Leandrinho, Anderson Varejão e, possivelmente, Nenê no torneio classificatório. “Acredito que Grécia, Croácia, Eslovênia e Alemanha são os adversários mais fortes por sua qualidade e experiência em competições internacionais. Também é possível que alguma outra seleção possa surpreender”, disse Moncho, que prometeu manter a escola brasileira como base para a seleção.
“Não vou mudar os aspectos de jogo tradicionais dos brasileiros, mas é possível melhorar alguns conceitos. Minha idéia é implantar defesa/rebote/contra-ataque e jogo de transição. O rebote ofensivo e equilíbrio defensivo devem ser bem organizados”, concluiu.
Patrocínio
As seleções brasileiras de basquete não receberão recursos da Petrobrás durante o processo de preparação para a Olimpíada de Pequim. Ontem, o Ministério do Esporte divulgou que a empresa destinará, via Lei de Incentivo Fiscal, quase R$ 26 milhões para 22 confederações, além do Comitê Olímpico Brasileiro.
De acordo com a Petrobrás, o basquete foi excluído do rol de modalidades beneficiadas pois a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) não pôde dispor de contrapartidas - ou seja, exibir a marca da empresa em uniformes e em placas de publicidade. A Eletrobrás, patrocinadora da CBB desde 2003, teria vetado a participação da Petrobrás. Procurada pela reportagem da Agência Estado, a CBB informou que não foi comunicada sobre sua exclusão do projeto de patrocínio olímpico. E a assessoria de imprensa da Eletrobrás não foi encontrada.