São Paulo - Após serem recebidos na Câmara de São Paulo, os motoboys dispersaram a manifestação que complicou o trânsito durante toda a manhã na cidade. Eles estavam concentrados no viaduto Jacareí, em frente à Casa, e começaram a deixar o local por volta das 13h. Os motociclistas entregaram a pauta de reivindicações da categoria para seis vereadores.
A categoria é contra a restrição de motos nas vias expressas das marginais Pinheiros e Tietê, impostas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) a partir de fevereiro. Segundo a Guarda Civil Metropolitana (GCM), cerca de 5 mil motociclistas participaram do protesto. Já a organização aponta 3 mil e a Polícia Militar afirma que eram 700 motociclistas.
Uma comissão de motociclistas que participaram do protesto foi recebida na Câmara por seis vereadores, entre eles o vice-presidente da Casa, Adilson Amadeu (PTB), e o presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica, Celso Jatene (PTB). Antes, o grupo protestou em frente à prefeitura.
Uma comissão foi recebida por volta das 11h por um assessor do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e outro do secretário de Transportes, Alexandre de Moraes Os vereadores se comprometeram a marcar, na próxima semana, uma reunião com o secretário de Transportes, Alexandre de Moraes, para pedir o adiamento da decisão do prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Também ficou agendada para o dia 6 de fevereiro uma audiência pública onde serão convocados o secretário, o presidente da CET, Roberto Scaringela e representante da categoria dos motociclistas. “A obrigação da Casa é reabrir a discussão. Essa audiência será o primeiro trabalho depois do Carnaval. Nossa função é colocar as partes para conversar”, disse o vice-presidente da Câmara.
Gilberto Almeida, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas do Estado de São Paulo (Sindimoto/SP), disse que a categoria não é contra as faixas exclusivas. “Queremos ajustes apenas”. Com as propostas da Câmara, o Sindimoto garantiu que não realizará manifestações até a realização das reuniões.
Transtornos
Os motoboys saíram de todas as regiões da cidade em direção ao centro. Durante o trajeto, eles ocuparam faixas de vias importantes e prejudicaram o tráfego, como a Radial Leste, avenidas Brasil, Santos Dumont e Brigadeiro Faria Lima.
Quando a manifestação seguiu para a prefeitura e na seqüência para a Câmara, o índice de congestionamento da cidade não sofreu interferências, segundo a CET. Protesto Os motoboys são contra a proibição da prefeitura ao tráfego de motos nas pistas expressas das marginais Tietê e Pinheiros. A restrição deve entrar em vigor, em caráter experimental, em fevereiro. A prefeitura anunciou uma comissão para monitorar a medida.
Anteontem, o secretário de Transportes anunciou em reunião com dois sindicatos de motoboys que criará uma comissão para avaliar os resultados da medida. A restrição poderá ser suspensa se não houver impacto na redução de acidentes ou fluidez do tráfego.
Os motociclistas também protestam para exigir que o município crie uma comissão para regulamentar o motofrete. Ela é contrária ao aumento do seguro obrigatório e às resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que especificam padrões obrigatórios de capacete e itens de segurança.