Nairóbi - Treze pessoas morreram ontem, no último dos três dias de protesto nacional convocado pela oposição queniana. A polícia atirou em dezenas de manifestantes, no que a ONG francesa Médicos Sem Fronteiras chamou de “massacre” de Kibera - maior favela da capital e reduto da oposição. Três europeus ligados ao Movimento Democrático Laranja foram presos.
Os laranjas, que não reconhecem a reeleição do presidente Mwai Kibaki, anunciaram uma mudança de estratégia, com boicote às empresas pertencentes a aliados do governo e suspensão das manifestações de rua.
No terceiro e último dia dos protestos convocados pelo movimento oposicionista de Raila Odinga, o ODM, a polícia jogou gás lacrimogêneo e atirou contra os manifestantes, em Nairóbi, no porto de Mombasa e na cidade de Narok.
Os conflitos pós-eleitorais acirram tensões étnicas no Quênia; em três semanas, mais de 600 pessoas morreram e 250 mil tiveram de deixar suas casas.