Tribuna do Leitor

Josemir Fernandes Redondo


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Foi com grande pesar que li no JC a notícia do falecimento do dr. Josemir Fernandes Redondo. Através desta coluna, quero deixar meus sentimentos para seus familiares e amigos, dizendo que conheci o Josemir por volta de 1977/78. Na época eu e meu irmão José Nivaldo prestávamos serviços para o Sindicato dos Gráficos e Sindicato da Construção Civil, ambos instalados no mesmo endereço, quando por lá apareceu um garoto um pouco grande pela idade, dizendo que foi indicado pela Legião Mirim para fazer estágio no Sindicato da Construção Civil . De imediato conseguiu demonstrar ser muito inteligente, inclusive capaz de assimilar e aceitar as brincadeiras nada agradáveis que lhes eram aplicadas, como por exemplo: ir na Tilibra comprar carbono com pauta, lavar fita velha de máquina de escrever, ligar para a floricultura para falar com a Dona Rosa ou para o zoológico para falar com o Dr. Leão.

Superado esta fase, o menino se fez rapaz e conquistou nossa amizade e respeito. Lembro de que em outro episódio nos deu um susto, precisando ir às pressas para São Paulo para ser submetido a uma cirurgia cardíaca. Lembro também da sua indecisão, não sabia qual rumo seguir, se ia procurar emprego em São Paulo ou ficava em Bauru para estudar, a segunda opção foi a mais acertada.

Mesmo depois de bem sucedido na carreira, sempre que nos encontrávamos eu não conseguia tratá-lo como Doutor Josemir, e sim pelo apelido de “Mirim”. Então, Mirim, eu sabia que você estava lutando contra o câncer, só não sabia que era uma luta desigual, não deu tempo de te encontrar mais uma vez, pelo menos para recordarmos dos bons tempos de Sindicato e te dizer a verdade, ou seja: quem realmente aprontava com você, agora, bastante atrasado, digo, eram: José Ricci, Dirceu Jose Vicente, Claudionor Alves de Souza, Romão, Antonio Rossi, (em memoria: Paquareli, Waldomiro Moro, sr. Edson e Gasparini ).

Não tendo como negar, digo que também aprontei uma, mas foi sem querer, pois eu acreditava que existia “carbono com pauta”. Adeus, Mirim, até qualquer dia.

Rinaldo Ricci - São Paulo-SP

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