Uma imensidão de terras ocupadas por cana e frutas - fatores que, conjugados, podem vir a favorecer o desenvolvimento das empresas fabricantes de doces na região. Essa é a avaliação do gerente do departamento de economia e estatística da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), Amílcar Lacerda de Almeida.
“Como essas são as duas principais matérias-primas da indústria de doces, as empresas que estiverem próximas às áreas fornecedoras desses produtos levarão vantagem competitiva sobre as demais”, explica.
A razão para isso estaria na grande concorrência existente no setor. “O valor unitário dos produtos fabricados nesse ramo costuma ser baixo. Devido à grande competição, não há como uma empresa transferir os custos logísticos para o preço final da mercadoria. Dessa forma, indústrias que estiverem mais longe dos centros fornecedores de matéria-prima terão sua margem de lucro reduzida”, lembra Almeida.
De acordo com ele, outros fatores também favoreceriam o desenvolvimento da indústria de doces na região. “Bauru está localizada numa área relativamente próxima a Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás, que são mercados consumidores que se encontram em franca expansão”, pondera Almeida.
Essa, aliás, é umas das razões alegadas pelo diretor de logística e operações com clientes na América do Sul da Adams, Joaquim Raposo, para a empresa ter concentrado suas atividades produtivas para o município. “A localização de Bauru permite um acesso mais facilitado aos nossos centros de distribuição”, explica. Outro fator (o principal, segundo ele) que permitiu a expansão da empresa na cidade foi a disponibilidade de espaço no terreno do Distrito Industrial 1. O lugar tem 230 mil metros quadrados de área.