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‘Ano Internacional das Línguas’ é discutido por esperantistas em Bauru

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 2 min

“O esperanto no ano internacional das línguas”. Esse foi o tema principal do Encontro Regional de Esperanto realizado no Centro Hermes de Educação Superior, em Bauru, entre ontem e anteontem. Delegados e esperantistas de Bauru, região e cidades como São Paulo e São José dos Campos discutiram sobre a determinação de 2008 como o “Ano Internacional das Línguas” pela Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU).

Segundo o documento da Organização das Nações Unidas para a educação, ciência e cultura (Unesco), a diversidade lingüística e o multilingüismo dentro do sistema educacional são fatores estratégicos “para a obtenção de um desenvolvimento sustentável, além de uma articulação harmoniosa entre o que é global e o que é local” (www.unesco. org). O professor e um dos diretores da Sociedade Bauruense de Esperanto, José dos Santos Simas explica que as palestras e atividades discutiram a utilização do esperanto dentro dessa perspectiva determinada pela Unesco.

Também foram tratados temas como a forma de acelerar o aprendizado do esperanto através do Role-playing Game (RPG), palestra ministrada por José Roberto Tenório, representante da Federação Paulista de Esperanto. Segundo Simas, o esperanto é uma língua de aprendizado rápido, com cerca de seis meses de curso o aluno já tem condições de conversar em nível básico. Não há estatísticas sobre o número de esperantistas na região de Bauru, mas o professor estima que, somente nos últimos anos, cerca de 200 pessoas tenham passado pelas salas de aula da Sociedade Bauruense de Esperanto.

Esperanto universal

O esperanto é considerada uma língua neutra e universal e nasceu com a finalidade de promover o intercâmbio entre as culturas. Ao contrário do que muitos pensam, o esperanto não foi criado para substituir outras línguas, mas para ser usado como um idioma auxiliar, facilitador.

O “pai” do esperanto foi o polonês Ludwik Lejzer Zamenhof (1859 – 1927), médico, filósofo e poliglota com conhecimentos de hebraico, latim e grego, além de algumas línguas modernas como o inglês e o italiano. Mais informações: www.esperanto.org.br.

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