Apesar da operação-padrão anunciada pelo Sindicato das Casas Lotéricas, Bingos, Jogos Eletrônicos, Locadoras e Empresas Comissionárias e Consignatárias do Estado de São Paulo (Sincoesp) ter começado ontem o horário de atendimento na rede lotérica de Bauru não mudou. A entidade aconselha os sindicalizados a restringir o horário de atendimento ao público, abrindo os estabelecimentos uma hora mais tarde que o habitual.
A redução no horário de funcionamento é uma forma da categoria pressionar a Caixa Econômica Federal (CEF) por aumento na remuneração pelos serviços prestados. A situação se agravou após anúncio do banco de que vai aumentar o número de estabelecimentos lotéricos em todo o Brasil.
De acordo com a proposta, seriam instaladas mais cinco unidades em Bauru - a cidade conta com 23 casas lotéricas. Porém, o Jornal da Cidade apurou que os proprietários de casas lotéricas de Bauru aguardam parecer do banco sobre suas reivindicações para tomar alguma posição sobre o assunto.
Todas as dez casas lotéricas consultadas pelo JC ontem trabalhavam em horário habitual. “Por enquanto, estamos abrindo normalmente, das 8h às 18h. Muitos clientes estão acostumado a pagar suas contas antes de ir para o trabalho e é complicado para a gente abrir uma hora mais tarde. Não recebemos nenhum contato oficial (do sindicato)”, disse Márcia Sayuria Moribe, gerente de uma casa lotérica no Centro da cidade.
Já Raduan Catarino Patané, proprietário de uma lotérica na avenida Nuno de Assis, foi categórico ao afirmar seu posicionamento quanto ao assunto. “Não vamos aderir (ao novo horário de funcionamento). Isso prejudica só a gente, porque nosso movimento das 18h às 20h é muito forte para fecharmos nesse horário”.
Opinião contrária tem Ernesto Pimentel Filho, funcionário de uma lotérica localizada no Jardim América. “Estamos esperando uma próxima reunião com o sindicato, em São Paulo, para ver se vamos aderir a esse novo horário de atendimento. Hoje (ontem) estamos funcionando em horário normal, mas se até amanhã (hoje) tivermos um posicionamento do sindicato, podemos mudar”, afirma.
“É normal que nos primeiros dias haja alguma desinformação dos agentes lotéricos”, explica Luiz Carlos Peralta, presidente do Sicoesp, referindo-se ao fato dos estabelecimentos na cidade não terem aderido ao movimento.