Economia & Negócios

Gás de cozinha fica 10% mais caro

Por Tisa Moraes | Colaborou Gabriel Ottoboni
| Tempo de leitura: 3 min

O ano começou com aumento no preço do gás de cozinha, o Gás Liqüefeito de Petróleo (GLP). Revendedores de Bauru repassaram o reajuste aplicado pelas distribuidoras, que foi de até 15%, e alteraram a tabela de preços ao consumidor. Na cidade, o botijão de 13 quilos anteriormente vendido a R$ 31,00 subiu para R$ 34,00. Já onde o gás era mais caro, R$ 33,00 o botijão, subiu para R$ 36,00, um aumento de quase 10%.

O aumento de preço do GLP foi anunciado às distribuidoras do combustível e confirmado pela Petrobras no final do ano passado. “Além disso, tivemos aumento dos custos operacionais, como folha de pagamento, contas de energia elétrica e água, IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e manutenção dos caminhões”, argumenta Vilson Albano, proprietário de um depósito de gás em Bauru.

O GLP estava sem reajuste desde dezembro de 2002, véspera do início do primeiro mandato do governo Lula. O GLP industrial, que também estava com o mesmo preço há cinco anos, sofreu aumento de 15%. O entregador Ricardo da Silva Lima, 30 anos, mostrou inclusive uma notificação da distribuidora do combustível informando o reajuste de preço em torno de 15%.

“Já era para ter aumentado em outubro”, afirma. Segundo Lima, a margem de lucro da empresa é pequena. “Falei para o patrão não aumentar muito os preços, caso contrário as pessoas não comprariam aqui”, explica. No local, o botijão que era vendido a R$ 31,00, agora sai por R$ 35,00.

De acordo com Albano, acostumados a pagar a mesma quantia pelo produto há cinco anos, muitos consumidores estão descontentes com o aumento. “Os preços estavam estagnados, então essa defasagem foi ajustada agora. Mas os clientes estão reclamando do aumento”, frisa. Ele destaca que, mesmo janeiro sendo considerado um mês comercialmente fraco, a queda nas vendas constatada por ele nessa primeira quinzena do ano pode também ser atribuída ao reajuste.

A pesquisa de preços foi a saída encontrada pela dona de casa Maria Lemos da Silva, 44 anos, frente ao reajuste. Ela afirma que, sendo a responsável pelas compras da casa, sempre procura a melhor oferta antes de se decidir. “Ainda bem que não gasto muito gás, pois somos apenas em três na minha casa. Mas é óbvio que não concordo com isso (o aumento). Tudo sobe, menos o salário”.

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Pechincha e pesquisa

Por se tratar de um produto de necessidade básica, não há como deixar de consumir gás de cozinha mesmo quem não concorda com o reajuste no preço do produto. A economista Márcia Elaine da Silva Almeida explica que, como não há como substituir o gás por outro produto, a opção é pesquisar preços e pechinchar nas taxas de entrega.

“É um aumento significativo, de impacto na renda das famílias e não há como fugir. O importante é comprar um produto confiável, que seja seguro e que tenha o peso correto”, ensina. Também é possível, ressalta a economista, combinar com alguns vizinhos um dia para repor os botijões e pedir, juntos, isenção da taxa de entrega.

Outra estratégia, de acordo com Márcia, é racionalizar a utilização diária do fogão. “É possível, por exemplo, cozinhar uma maior quantidade de feijão no mesmo dia e congelar as porções para serem utilizadas ao longo do mês”, orienta.

Ela lembra que o gás de cozinha foi o quarto produto de necessidade básica que sofreu aumento entre o final do ano passado e início deste ano, junto com feijão, carne e verduras. “Este é mais um motivo para economizar, seja na compra ou no uso do gás. Mesmo que pareça pouca coisa, é preciso prestar atenção porque são os detalhes que fazem toda a diferença quando a gente coloca os valores na ponta do lápis”, alerta.

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