Pederneiras - O Corpo de Bombeiros de Bauru encontrou ontem os corpos de dois pescadores vítimas de afogamento na noite de sábado no rio Tietê, em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru).
O do bauruense Wellington Rogério Mendonça Souto, 31 anos, foi localizado na manhã de ontem.
Às 17h20, segundo informações da Polícia Militar (PM) de Pederneiras, a equipe dos bombeiros encontrou o corpo de Manoel Carlos de Affonso, 41 anos, residente em Lençóis Paulista.
O do terceiro pescador - Natanael Romão, 34 anos, também morador de Lençóis Paulista -, não havia sido localizado até o fechamento desta edição. As buscas devem reiniciar na manhã de hoje.
Conforme o JC divulgou na edição de ontem, uma quarta pessoa que teria estado com os três relatou aos policiais militares de Pederneiras que deixou o local por alguns instantes e, quando retornou, não havia mais ninguém na beira do rio.
Uma testemunha também relatou à PM que, por volta das 22h30 de sábado, estava pescando no local quando presenciou os três pedindo socorro e que tentou ajudar, mas não conseguiu evitar o afogamento.
O afogamento ocorreu próximo à ponte da linha do trem. As buscas começaram na manhã do domingo.
“A vida dele era pescar”
O bauruense Wellington Rogério Mendonça Souto, morto afogado no sábado à noite, adorava pescaria. “A vida dele era pescar”, conta a prima Priscila Mara de Mello. “Há oito anos, meu primo praticava a pesca esportiva”.
Segundo ela, Souto não queria ir ao rio, mas acabou atendendo ao pedido de um casal de amigos. No local, conheceu os dois pescadores de Lençóis Paulista.
De acordo com Priscila, o primo caiu de um barranco. Os dois colegas de pescaria foram socorrê-lo, no entanto, os três morreram afogados. “Não entendo o que pode ter ocorrido, porque ele sabia nadar muito bem”, diz.
Até o fechamento desta edição, a família aguardava a chegada do corpo do pescador. O velório estava marcado para a casa dele, em Bauru. O local do enterro não foi informado.
Souto era solteiro e filho mais velho de um total de cinco irmãos do casal Sonival e Neusa. Trabalhava há 15 anos na Recauchutadora Cruzeiro do Sul.
“A família vai sentir muito a falta do Wellington, que era muito querido”, conta Priscila.