Tribuna do Leitor

Exportando fumaça


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Quando passamos pela rodovia Marechal Rondon, na altura do município de Lençóis, sentimos o desagradável cheiro de óleo queimado e soda cáustica emitido por duas fábricas do mesmo grupo empresarial.

Há alguns anos atrás iniciou-se a instalação de um grande chaminé na indústria de celulose, que segundo notícias da época seria para filtrar e reduzir os efeitos da poluição causada, mas o que na prática se sente é apenas que a poluição deixou de estar só em Lençóis e agora é exportada pelo enorme chaminé para Agudos e Bauru, principalmente quando se tem o vento soprando a favor.

Não conhecemos, leigos que somos, a legislação especifica desta área, no entanto quando passamos por estradas próximas de outros empreendimentos congêneres no estado do Paraná, por exemplo, observamos que o cheiro não é tão intenso o que num primeiro momento aparenta estar dotado de tecnologia que permite reduzir os efeitos.

Acreditamos que o grupo empresarial considerado modelo em eficiência deveria manter junto à comunidade da região, dentro de um transparente programa de responsabilidade sócio ambiental, uma melhor comunicação à comunidade de Bauru sobre a situação e as medidas que estão sendo tomadas no sentido de reduzir os efeitos da poluição, evitando assim que a cidade de Bauru fique apenas como depósito de fumaça como até aqui tem ocorrido.

Não sabemos também se a legislação a respeito é seguida ou não, mas mesmo que esteja sendo acreditamos que por bom senso alguma coisa ainda pode ser melhorada e os efeitos disto reduzidos evitando efeitos nocivos.

Márcio M. Carvalho - RG 7.778.792

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