Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Discurso de candidato 1

Sempre atento e com a língua afiada, o parlamentar Marcelo Borges (PSDB) não perdeu a chance de fazer uma brincadeira, durante a audiência pública de anteontem que discutiu o Plano Diretor, com Rodrigo Agostinho, vereador licenciado, atual secretário do Meio Ambiente e também cotadíssimo para tornar-se um dos pré-candidatos a prefeito. Rodrigo postou-se no centro entre os desenvolvimentistas e os ambientalistas – que polarizam as discussões do Plano.

• Discurso de candidato 2

Após Agostinho defender a necessidade de se encontrar um equilíbrio para a construção de edifícios familiares em áreas residenciais, e sugerir até uma emenda ao Plano Diretor com esse conteúdo, Borges virou-se para o colega Arildo Lima Júnior (PP) e ironizou: “Esse discurso conciliador está mais para discurso de candidato do que de ambientalista. Se fosse de ambientalista, certamente era o de proibir a construção de tudo, mas como parece ser de candidato, o tom é outro.”

• Colaboração esticada

A Prefeitura de Bauru concordou em continuar lançando a folha e os valores dos aposentados até maio de 2003, valores que, conforme lei municipal, já deveriam ser geridos pela Funprev desde maio do ano passado. Mas a fundação ainda não conseguiu formar estrutura interna e depende agora da realização de concursos para preencher o quadro mínimo operacional e passar a cuidar desta obrigação.

• Medidas do interino

E já tem gente torcendo o nariz com medidas administrativas adotadas pelo presidente interino da fundação, que assumiu pelas férias do titular desde ontem. Eros Blattner Júnior mudou o controlador interno, passando a função de Vanderlei Tomiati para Liége Figueiredo Sementille, e fez duas modificações no sistema de controle de jornada.

• Prerrogativas naturais

Mas sobre essas mudanças, de prerrogativa pessoal do comandante da fundação, ainda que interino, não há muito sentido nas reações internas. Quem preside um órgão tem o direito de escolher pelo menos seus assessores para postos de nomeação. Não se pode confundir divergências internas, entre conselheiros, com o andamento administrativo da fundação.

• Dialética dos discursos

A discussão sobre a liberação de publicidade em praças esportivas locais estimulou o discurso temático de alguns vereadores, na sessão extra de anteontem. Lima Júnior e Primo Mangialardo chegaram a defender a tese de que os cartazes vão estimular o vício, se as propagandas forem de bebida ou cigarro. Paulo Madureira desafiou a comprovação da tese e atacou que a maconha não tem publicidade, mas nem por isso deixa de gerar vícios...

• Teses de reunião extra

O recesso parece mesmo ter invocado a capacidade de “avaliação sociológica” no parlamento local, pelo menos em discurso. Alex Gasparini bateu de frente com o que chamou de “segregacionismo disfarçado” ao afirmar que “tem gente que sobe na tribuna com discurso de que jovem da periferia tem de ser empurrado para a periferia, não pode freqüentar a zona sul, isso é nazismo perigoso, conservador ao extremo, discurso segregacionista”. Quem tinha falado sobre isso, de forma subliminar, era Mangialardo...

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