Politicando

Liberato


| Tempo de leitura: 1 min

Com certeza metade da população bauruense deve ter aprendido a andar de bicicleta em alguma velha “monark” ou “bianchi”, comprada, ou ao menos consertada, na firma do nosso saudoso amigo Liberato Tayano. O fato dele ter emprestado o nome ao Velório Municipal nos faz lembrar as palavras bíblicas de que “é melhor ir a uma casa onde há luto, porque aí se vê o fim de todo homem e os vivos nele refletem, do que ir a uma casa onde há um banquete”. Por isso achamos que a homenagem não poderia ter sido melhor.

Religioso e cumpridor de seus deveres de cristão, Liberato, entretanto, possuía uma posição firme contra o ato de dar-se esmolas:

- Não dou esmolas! Se quem pede é um velho, não teve cuidados de amealhar o pé de meia quando jovem, ou trabalhar, para ter uma aposentadoria no fim da vida. Se o pedinte é um moço, é um vagabundo porque não trabalha. E se for uma criança, não dou, porque não devemos viciá-la a ganhar a vida sem fazer nada.

Rui Bertoti

Comentários

Comentários