• Para americano ver
O Ford Verve deu as caras no Salão de Detroit e suscitou uma série de especulações. É que o conceito, mostrado pela primeira vez em Frankfurt, em setembro, é o substituto do Fiesta na Europa. Até aí tudo normal. Mas o mais interessante é que o modelo está cotado para ser fabricado no Brasil – inclusive para se exportado para os Estados Unidos.No Brasil o Verve seria feito em Camaçari, a partir do fim de 2009. Como ele é um pouco maior que o Fiesta, os dois conviveriam no mercado. O Verve é um médio-compacto e brigaria no Brasil com modelos como o Fiat Punto, o Citroën C3, o Renault Sandero e o Honda Fit. Caberia ao Fiesta atual brigar com compactos mais baratos.
Para os Estados Unidos, porém, a estratégia seria bem mais complexa. O mercado norte-americano é bastante peculiar e conhecido por apreciar modelos grandalhões e beberrões, tanto que carros médios daqui são considerados compactos por lá, como Toyota Corolla, Ford Focus e Honda Civic. Só que a Ford enxerga a preocupação ambiental como uma brecha para entrar com modelos menores. E até considera os compactos a única frente rentável ainda existente para se explorar no maior mercado de veículos do mundo.
• Carro do povo
Nano é um prefixo que, anteposto ao nome indica a bilionésima parte de uma unidade. É claro que a Tata Motors exagerou, mas o conceito Nano tem realmente a ver com o novo carro da montadora indiana. Ele é o modelo mais barato feito no mundo hoje, ao preço de US$ 2,5 mil – cerca de R$ 4,5 mil. Além do “nanopreço”, o carrinho também é bem curtinho: tem apenas 3,1 metros de comprimento. Já altura e largura são bem típicas de compactos: 1,5 m e 1,6 m, respectivamente.
Para empurrar o “minicarro” um propulsor traseiro também minúsculo. A unidade de força tem 600 cm³, dois cilindros e 33 cv. Com estes números, atinge a máxima de 105 km/h. A versão de entrada do modelo é muitíssimo “econômica” nos itens de série. O Nano de US$ 2,5 mil só tem um limpador de pára-brisa. Direção hidráulica, ar-condicionado, rádio, retrovisor direito, vidros elétricos só nas configurações de “luxo”, que ainda não têm preço definido.
A estratégia da Tata é abastecer o mercado indiano inicialmente e, a partir de 2010, exportar o modelo para América Latina, África e outros países da Ásia. Depois do Nano, o carro que tem o preço mais baixo no mundo é o chinês Chery QQ, que custa US$ 3,8 mil. Nem mesmo a rival indiana Bajaj Auto, conseguiu criar um projeto de automóvel mais barato. A marca até já mostrou um conceito de carro de baixo preço, numa parceria com a Renault. Mas só chegou ao custo de US$ 3 mil.
• Bandida de longo alcance
A Suzuki anunciou uma nova versão para a Bandit 1250 na Europa, a Grand Touring. A versão GT traz equipamentos especialmente indicados para quem gosta de longas viagens sobre duas rodas. Entre os acessórios, um sistema de navegação da Garmin Zumo, baús traseiro e laterais para bagagens e freios ABS opcionais – ao preço nada módico de 1.500 libras esterlinas, ou aproximadamente R$ 5.100.
O modelo é baseado na naked Bandit 1250 S e custa na Inglaterra 6.799 libras esterlinas – cerca de R$ 23.100. A Bandit GT utiliza o mesmo motor de 1.255 cm³, 16 válvulas com comando duplo de válvulas, de 98 cv a 8.500 rpm e torque de 9,4 kgfm a 6.500 giros. Ele começa a ser vendido na Europa em fevereiro.