Regional

Induscar mantém ritmo de exportação

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Botucatu - Comemorando 7 anos neste mês, a Induscar (Indústria e Comércio de Carrocerias) - que produz a marca Caio na unidade de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) - exportou no ano passado cerca de 750 carrocerias para aproximadamente dez países. O número representa quase um quinto de toda a produção da unidade que emprega mais de 3 mil pessoas.

Os números foram divulgados pela gerente industrial da Induscar, Maurício Lourenço da Cunha. Segundo o gerente, de tudo que é produzido na fábrica, pelo menos um quinto das unidades são exportadas. “Nós estamos hoje na casa entre 18% a 20%”, confirma. “São ônibus urbanos, rodoviários, microônibus, mini-ônibus”, completa.

O gerente revela que os dois principais países importadores são o Chile e a África do Sul. “São os mais fortes. Depois, vem uma série de outros”, diz, sem esécificar. “São pelo menos uns dez países”, completa.

Como tem ocorrido em outros setores industriais, o grande concorrente desleal na disputa por mercados no Exterior é a China. No mercado de ônibus não é diferente. “Existem alguns mercados onde houve uma tentação grande e, não só nós, como vários fabricantes do Brasil deixaram de vender, que é principalmente a Ásia e o Oriente Médio”, diz.

“São mercados que hoje estão comprando muito da China mas nós não sabemos por quanto tempo porque a hora que o efeito qualidade aparecer, vamos ver o que vai acontecer”, completa.

O gerente lembra que, apesar dos chineses produzirem ônibus a preços mais competitivos, a qualidade das carrocerias brasileiras é reconhecida no mercado internacional. “O preço é sempre importante em qualquer País do mundo, todo cliente quer pagar o mínimo possível pelo máximo possível de qualidade. A maioria dos países têm consciência de que nossos produtos são diferenciados, de qualidade superior. Algumas vezes aceitam pagar um pouco mais”, confirma.

Um microônibus produzido pela empresa hoje tem preço de mercado avaliado entre US$ 24 mil a US$ 25 mil, dependendo dos opcionais que ele tenha e do seu tamanho. Como o preço da carroceria é avaliado em dólar, a indústria acaba sofrendo com a variação do câmbio, o que interfere nas exportações. “A grande dificuldade que nós sofremos é esta flutuação do câmbio onde o real está se valorizando muito em função desta entrada muito grande de dinheiro no mercado financeiro”, confirma Cunha.

Empregos

Para atender a demanda de vendas no mercado interno e externo, a fábrica de Botucatu conta hoje com mais de 3 mil profissionais que trabalham na linha de produção, áreas de apoio, engenharia, controle de produção e suprimentos.

A indústria automobilística emprega profissionais de vários municípios da microrregião de Botucatu. “Nós temos profissionais de Botucatu, de Pardinho, Itatinga, São Manuel, Areiópolis. Até em Lençóis Paulista nós já fomos buscar profissionais e chegamos inclusive a fazer recrutamento em Bauru”, garante Cunha.

Crescimento

Em 25 de janeiro de 2001, a Indústria e Comércio de Carrocerias (Induscar) passou a administrar a marca Caio, no mercado há mais de 60 anos. Segundo a empresa, foram produzidos mais de 40 mil veículos que transportam passageiros em todo o mundo e hoje, a empresa ocuparia liderança no encarroçamento de ônibus urbanos no País.

A empresa emprega cerca de 3 mil pessoas. Tem capacidade instalada para produzir cerca de 40 carrocerias ao dia, com um mix de produtos variados, entre rodoviários, urbanos (incluindo articulados), midis, micros, minis e furgão de cargas. Todas as carrocerias são montadas sobre diversos tipos de chassis, atendendo às mais exigentes regras de acessibilidade e padrões de qualidade.

Conforme ressalta o diretor industrial, Maurício Cunha “a Induscar pretende continuar a trajetória de crescimento com qualidade e humanizada. Somos uma empresa unida, com um grande coração.”

Uma das primeiras inovações referentes a produtos foi o desenvolvimento de novas carrocerias e aumento nas exportações para novos mercados como a Jordânia, Áfricado Sul, Trinidad Tobago, Republica Dominicana, Angola, Líbano, Congo, Moçambique, Costa Rica, Costa do Marfim, Zâmbia e uma parceria com a Caio Buses Africa, na implantação do sistema CKD – Complete Knock Down – enviando carrocerias para serem montadas na África do Sul.

Comentários

Comentários