O serviço médico legal de Nova York realizou uma necropsia em Heath Ledger, ontem, e informou que a causa da morte do astro de Hollywood deve ser determinada em um prazo de dez dias a duas semanas. O ator australiano de 28 anos foi encontrado morto e nu aos pés de sua cama anteontem, segundo a polícia, e tinha por perto medicamentos para dormir e outros vendidos com receita.
A morte de Ledger, aclamado por sua interpretação de um caubói gay em “O Segredo de Brokeback Mountain”, abalou a família dele e a comunidade de Hollywood. “A autópsia foi concluída e a causa mortis do senhor Ledger depende de mais análise. Precisamos fazer testes e investigações adicionais. Isso levará cerca de 10 dias a duas semanas”, disse Ellen Borakove, porta-voz do serviço legista.
Ledger deixou uma filha de 2 anos com a também atriz Michelle Williams, de quem se separou há poucos meses. Os dois haviam se conhecido no set de “Brokeback Mountain”, filme que consolidou a carreira crescente de Ledger - uma carreira que atingiria ponto alto no meio deste ano com “Batman - O Cavaleiro das Trevas”, no qual ele interpreta o Coringa. O filme em produção “The Imaginarium of Doctor Parnassus”, dirigido por Terry Gilliam, do qual Ledger era protagonista, foi cancelado.
O pai do ator fez um pronunciamento ontem, afirmando que a morte de Ledger foi acidental. “Nós, a família de Heath, confirmamos a morte trágica acidental de nosso amado filho, irmão e carinhoso pai de Matilda”, disse Kim Ledger.
Ele descreveu seu filho como “um homem com os pés no chão, generoso, de bom coração, que amava a vida sem egoísmos, e extremamente inspirador para muitos”. “Heath influenciou muita gente em níveis muito diferentes ao longo de sua curta vida, e poucos tiveram o prazer de conhecê-lo verdadeiramente”, acrescentou. Além disso, agradeceu aos “amigos e a todas as pessoas no mundo por seus pensamentos neste momento”.
De acordo com o blog Perez Hilton, um policial de Nova York afirmou que foi encontrada certa quantidade de droga – oficialmente não identificada - no apartamento em Manhattan onde Ledger vivia, além de medicamentos restritos, como Valium e Zoloft (contra ansiedade) e Ambien (sonífero).