Davos - O temor de que a economia americana possa entrar em recessão deu o tom dos debates na abertura do Fórum Econômico Mundial, ontem, na cidade suíça de Davos. Para o presidente do Banco Central mexicano, Guillermo Ortiz, o mundo passará por uma desaceleração econômica, causada pela crise que atinge os EUA - que, segundo ele, já estão em recessão.
Já o diretor financeiro da Petrobras, Almir Guilherme Barbassa, diz que sente o Brasil como o país mais bem preparado da América Latina para enfrentar uma recessão econômica global.
A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, procurou amenizar a sensação de pessimismo que tomou conta dos debates. “Sei que muitos estão preocupados com as recentes flutuações nos mercados financeiros, mas a economia dos Estados Unidos é resistente e tem uma estrutura sólida. Nossa economia continuará sendo um motor do crescimento econômico mundial”, afirmou.
O temor de que uma possível recessão possa aumentar o protecionismo por parte dos países ricos também foi destaque.
O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair considerou que a crise financeira torna ainda mais urgente uma retomada das negociações entre os países-membros da Organização Mundial de Comércio (OMC), que se arrastam há seis anos.
Bolsas européias voltam a cair
Anteontem, o Fed cortou ontem sua taxa de juros em 0,75 ponto percentual, a fim de estimular o consumo com o barateamento do crédito e tentar dar impulso à economia americana. A medida provocou alta nas bolsas européias anteontem, mas ontem os índices voltaram a ficar negativos. Na Europa, o BCE descartou seguir a estratégia do Fed de cortar juros.