Sempre no limiar de um novo ano devemos ter esperanças de que seja em tudo uma era melhor, ou seja, na saúde, educação, trabalho, segurança, economia e outras áreas, inclusive, a familiar, pois esse é o cerne da questão. Toda criação ou aumento de impostos incide obviamente na sociedade e, principalmente, na família do trabalhador, o qual necessita ganhar o seu pão de cada dia, visando sustentar a sua prole. Entretanto, já nos primeiros dias de 2008 tomamos conhecimento, através da mídia (falada, escrita e televisada), do alvissareiro aumento de impostos por parte do governo, sobre o I.O.F. (Imposto sobre as Operações Financeiras ), passando de 0,0041% a 0,0082% ao dia, de 0,123% a 0,246% ao mês e, de 1,5% a 3,00% ao ano, bem como, a elevação da C.S.L.L. (Contribuição Social sobre Lucro Líquido), de 9% a 15%, preenchendo a lacuna deixada pela famigerada CPMF, a qual a todo custo o governo pretendia manter, em detrimento do povo brasileiro. Diante desse quadro, num efeito cascata, os bancos compensarão os prejuízos repassando para as indústrias, que com certeza reagirão, elevando os preços dos produtos e, como sempre, quem vai realmente arcar com mais esse ônus, vai ser o consumidor de baixa renda, aquele que efetua empréstimos, utiliza cartões de crédito, faz compras a prazo, planos de saúde, seguros de vida, residencial, veículos, cheque especial, operações de câmbio, penhor etc. Financiamento de automóveis, com 5 anos para pagar, além da alíquota diária, acrescenta também 0,38%, denominada alíquota única, importando não em 3,00%, mas em 3,38% , enfim, o fardo vai pesar muito mais. O Brasil é um país de grande extensão territorial e com enormes possibilidades produtivas, no entanto, apresenta-se com uma enorme e escorchante carga tributária, num total de 74 modalidades de impostos ou assemelhados. Causa indignação a qualquer brasileiro, principalmente o assalariado, pois em um ano, para sua sobrevivência, trabalhará 7,5 meses, visando o ganho próprio, entretanto, deverá trabalhar mais ou menos 4,5 meses, somente para arcar e pagar os altos impostos de forma compulsória, como que pode viver condignamente o brasileiro. Esse é o nosso presente de final e início de ano. “E o povo que rebole para dar adimplemento “. Essa situação não atinge tanto a classe alta (afortunados), donos de grandes empresas e negócios, pois conseguem compensar nas camadas inferiores. Todavia, a classe média (se é que ainda existe) será atingida em cheio, aquela que em 2007 já sentia na pele os arroubos dos destinatários gananciosos dos impostos, não se importando estes se o contribuinte podia pagar ou não. Referida classe vê a cada aumento ou criação de novo imposto, os quais refletem duramente na economia brasileira, o seu poder aquisitivo diminuir e, por que não dizer, não podendo adquirir a quantidade que podia comprar anteriormente.
Aumentam e criam sem pestanejar e, à revelia do povo, esses tributos, passando por cima, parecendo um rolo compressor, como se não fosse este, soberano. E os mais pobrezinhos (infortunados), essa classe sofre toda sorte de infortúnio, entretanto, são pessoas e famílias que fazem parte do povo brasileiro. Esse aumento abusivo de impostos elevou ainda mais a carga tributária e, consequentemente, empobreceu a população brasileira.
O autor, Antonio Edison Francelin, é delegado de polícia aposentado, atuou nos distritos policiais da Capital, 26.ª Ciretran, órgão de Trânsito Estadual, distritos policiais e delegacia seccional desta urbe - pós-graduado em direito penal (especialista) e ministra aulas em cursos preparatórios para concursos públicos e consultoria de trânsito