Rural

Ministro da Agricultura pede renegociação de dívidas atrasadas dos produtores rurais

Folhapress
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O governo federal voltou a analisar a questão das dívidas atrasadas dos produtores rurais, que somam cerca de R$ 130 bilhões. As negociações deveriam ter sido concluídas no final do ano passado, mas com a perda da arrecadação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) elas foram suspensas. Ontem, o ministro Guido Mantega (Fazenda) recebeu os ministros Reinhold Stephanes (Agricultura) e José Múcio (Relações Institucionais), além de membros da bancada ruralista.

A previsão é que, na segunda-feira, Mantega apresente uma resposta sobre a situação dos produtores endividados. Stephanes voltou a defender que a questão precisa ser discutida de forma técnica e que é necessário retirar a “gordura” dessa dívida. “A questão da dívida rural tem que ser tratada de forma técnica e de acordo com a complexidade de cada caso. (...) Tem que analisar as dívidas e retirar a gordura acrescentada a elas”, defendeu.

Além disso, afirmou que a renegociação tem que ser feita de acordo com a renda do produtor rural. Um dos pontos que serão analisados é o período considerado para a renegociação. A princípio, seria até dezembro de 2007. No entanto, como a negociação foi suspensa no final do ano passado, novas parcelas da dívida vencerão entre janeiro e março e os produtores querem que elas sejam incluídas também no processo.

O valor que pode entrar na negociação varia entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões, que são dívidas de pequenos e grandes produtores rurais. O ministro das Relações Institucionais, José Múcio, também defendeu um acordo com os produtores rurais e afirmou que a renegociação é necessária.

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