Economia & Negócios

Leasing é alternativa para fugir do imposto na aquisição de automóvel


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Evitar o financiamento pelo chamado CDC (Crédito Direto ao Consumidor), em que o IOF é cobrado, é uma das alternativas para economizar. Financiar via operação de leasing sai bem mais barato em todas as situações, de acordo com Ivanil Aparecido Pinheiro, consultor de crédito de uma concessionária de veículos. Nesse caso, a transação é livre de imposto.

“O cliente ainda está receoso. Mas a única diferença do leasing para o CDC é que o carro, no primeiro caso, fica no nome do banco, com o nome do comprador no campo de observações. Quando a operação é via CDC, é o inverso”, explica.

Mesmo havendo incidência do Imposto Sobre Serviços (ISS), ele destaca que o leasing ainda é a opção mais vantajosa de financiamento. E utiliza o exemplo do economista Garbi para fazer uma simulação.

“Pelo leasing, a parcela de um carro de R$ 25 mil financiado em 72 vezes ficaria R$ 17,34 mais barata. No final, o consumidor economizaria R$ 1248,48”, detalha.

Nos dois tipos de financiamento, se o proprietário se tornar inadimplente, o banco pode tomar o carro. Também nos dois casos, o consumidor precisará de autorização da instituição financeira se quiser vender o carro antes de saldar a dívida. No leasing, no entanto, é mais difícil quitar o débito antes do prazo previsto e, nesse caso, pode haver pagamento de multa.

Outra restrição do leasing é o número mínimo de 24 prestações a serem pagas. Conforme explica o Márcio Gallucci, gerente de vendas de uma concessionária, quem quiser financiar em menos meses, terá de fazê-lo pelo CDC. “Mas estamos fazendo praticamente 100% das vendas por leasing. Quando não, o pagamento é feito à vista”, revela.

Pagar à vista, aliás, é a recomendação do economista Cláudio Garbi, que considera os juros os grandes vilões dos financiamentos. Ele destaca que, quem tiver disciplina para poupar e esperar, pode economizar muito.

“Sempre vale a pena pagar à vista. Mesmo nas promoções que oferecem taxas menores, o consumidor sempre vai estar perdendo. Por isso, evitar juros é sempre a melhor opção”, adverte.

Para quem não tem condições de realizar o pagamento à vista, Garbi orienta tentar reduzir o valor final da compra diminuindo a quantidade de prestações, de acordo com as possibilidades do orçamento doméstico. “O consumidor deve fazer uma análise muito bem feita das taxas que incidem sobre o financiamento e procurar reduzir ao máximo o número de parcelas. Dessa forma, fará uma economia significativa sobre o valor total do veículo”, ensina.

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