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Davos: FMI quer mais ação dos Estados Unidos contra recessão

Folhapress
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Davos - O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, pediu aos EUA uma resposta para enfrentar a recessão que ameaça o país. Ele participou de painel no encontro anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que termina oficialmente hoje.

“O problema não pode ser resolvido apenas por mudanças na política monetária, apesar dela ser importante. Temos que visualizar o todo, e isso inclui a política fiscal”, disse Strauss-Khan. “Já está claro que haverá uma séria desaceleração que requer uma resposta séria”, disse.

Segundo ele, o fundo divulgará na semana que vem prognósticos de crescimento que mostrarão um desempenho satisfatório dos países emergentes, apesar da crise norte-americana. Previsões de um futuro nebuloso causado pela crise econômica que coloca os EUA à beira de uma recessão voltaram ontem a pontuar os discursos.

Foi o caso do executivo-chefe do banco americano Merril Lynch, John Thain. Recentemente o banco declarou um prejuízo de quase US$ 10 bilhões no quarto trimestre de 2007. “Vai levar um tempo até vermos o retorno da normalidade ao mercado financeiro e bancário”, afirmou.

Os EUA enfrentam uma crise de inadimplência no pagamento de hipotecas imobiliárias, em particular as do segmento chamado de “subprime”, de maior risco. Após alguns dos maiores bancos dos EUA declararem grandes prejuízos em 2007, o presidente George W. Bush anunciou a criação de pacote de medidas para estimular a economia, na tentativa de evitar que o país entre em recessão.

O Fed anunciou como medida emergencial um corte de 0,75 ponto percentual na taxa de juros, com o mesmo fim. Segundo Thain, o corte na taxa de juros e o pacote de incentivo anunciado pelo governo não serão suficientes para aliviar os problemas no setor imobiliário dos EUA, que “ficarão ainda piores este ano”, avalia.

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