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Direção do Samu rebate acusação de negligência em atendimento

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O coordenador do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), médico José Eduardo Passos, procurou o Jornal da Cidade para rebater a acusação feita por Janaína de Almeida Borda, proprietária de um bar localizado na Vila Falcão, de negligência no atendimento a um sorveteiro que chegou ao estabelecimento passando mal.

Após ouvir a gravação da conversa entre o médico que atendeu a solicitação de atendimento e analisar o prontuário do paciente, que foi atendido no Pronto-Socorro Central, Passou concluiu que a decisão de não enviar uma equipe do Samu para o local foi tomada corretamente, conforme o protocolo firmado com o Ministério da Saúde.

Na edição de domingo, o JC publicou matéria relatando que Janaína registrou boletim de ocorrência acusando um médico do Samu de neglicência por não ter ido ao bar socorrer o sorveteiro Aparecido Aneli, no sábado à noite. À polícia, ela disse que o homem chegou reclamando de tontura e taquicardia. Passos conta que quem fez a ligação para o Samu forneceu o nome de Francieli e não mencionou nada referente à taquicardia e tontura.

“Na gravação, essa pessoa diz que um homem apareceu no bar, pediu e tomou uma dose de pinga e estava com a boca muito trêmula. Foi quando ela ligou. O médico perguntou como o paciente estava e ela relatou que ele estava sentado, conversado, e havia pedido um cigarro. O médico orientou ela a observar o homem, a evolução do quadro, e se precisasse, ligar novamente. E ela desligou o telefone”, relata.

Em seguida, uma viatura da Polícia Militar foi chamada e o sorveteiro foi levado ao Pronto-Socorro Central. “No pronturário dele, que entrou com ficha azul, a de menor prioridade de atendimento, consta que não queria ser atendido. Ele já estava indo embora sem atendimento. Foi atendido, o médico diagnosticou alcoolismo e ele foi embora em cinco minutos”, argumenta o coordenador do Samu.

Ele ressalta que pela gravação e pronturário do sorveteiro no PS Central fica claro que o caso não era de urgência e emergência. Portanto, explica, o sorveteiro deveria ir à unidade de saúde por outros meios e não em uma viatura do Samu. “Naquela noite, tínhamos vários acidentes e a prioridade do Samu é para casos de risco de morte como acidente, infarto e parada cardíaca”, completa.

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