Tibiriçá - Mesmo sob uma fina garoa, os funcionários da Secretaria Municipal de Obras trabalhavam na reconstrução da cabeceira da ponte de acesso do distrito de Tibiriçá à rodovia Marechal Rondon (SP-300), ontem. A ponte está interditada desde a noite da última sexta-feira, quando uma parte cedeu durante a chuva.
A expectativa do diretor distrital Edson Cavalieri é que até hoje, os motoristas tenham condições de atravessar a ponte. Já os trabalhadores da obra avaliam que a ponte estará liberada amanhã. Isso se não chover. Desde a noite da última sexta-feira, os moradores do local utilizam uma estrada de terra para chegar à rodovia.
Na manhã de ontem, uma máquina escavadeira trabalhava para a instalação das estacas que farão a sustentação para o aterro da nova cabeceira da ponte. Os funcionários da prefeitura estavam trabalhando no local desde às 7h. De acordo com Cláudio da Silva, representante da Secretaria Municipal de Obras, o aterramento deverá ser concluído ainda hoje, para a pavimentação.
Cavalieri ressalta que caso não seja possível o asfaltamento da cabeceira da ponte ainda hoje, a administração do distrito estuda colocar tapumes para permitir a passagem de carros e do microônibus que está fazendo o transporte coletivo dos moradores do bairro que trabalham em Bauru. “Amanhã (hoje) tem que liberar. Se ficar só pelo asfalto, podemos providenciar tapumes”, diz o diretor.
Cavalieri também solicitou ao Departamento de Água e Esgoto (DAE) uma máquina para limpar o leito do rio Barra Grande. “Assim, poderemos aumentar a sua vazão”, observa. Ele lembra que há duas décadas a ponte sofreu o mesmo problema. “Nós ficamos de olho. Há quatro meses fizemos um reforço, mas foi no outro lado”, explica.
Além da que dá acesso à rodovia Marechal Rondon, Cavalieri informou que no final de semana uma outra ponte cedeu na região. De acordo com o diretor, as manilhas da construção da conhecida estrada do Limão, que liga o Acampamento Tibiriçá ao Recanto Shinohara, rodaram com a água.
Espera
Desde sábado, um microônibus leva os moradores do distrito até a rodovia por uma estrada vicinal de terra. Na Rondon, os passageiros são transferidos para um ônibus convencional. A baldeação também é feita no caminho de volta.
Para evitar que os veículos fiquem atolados na estrada de terra, que com a chuva permanece barrenta, uma niveladora faz a manutenção constante da vicinal. Ontem pela manhã, a reportagem do Jornal da Cidade foi até o distrito. Na estrada, os motoristas reclamavam da lama. “Dá trabalho, a gente acaba se atrasando um pouco. O barro incomoda um bocado”, critica Belmiro Barravieira, que possui uma propriedade em Tibiriçá.
No distrito, os moradores que viajam com freqüência para Bauru avaliam que a troca de condução atrasa o trajeto em até 20 minutos. “Demora um tempo para dar a volta. Os horários de saída continuam os mesmos, mas o incômodo é a diferença de uns 20 minutos para trocar de ônibus”, conta Antônio Baptista de Souza, 59 anos. Ele calcula que todas as manhãs mais de 50 pessoas deixam Tibiriçá para trabalhar na cidade.
Aguardando o coletivo no ponto de ônibus, Francisco Osti Dias, 31 anos, diz que como vai pouco para o Centro, a interdição da ponte não chega a atrapalhar. “Eu preciso ir no máximo uma vez por mês. Então, posso esperar um pouco”, conta.
Já Armerindo Morijo, 60 anos, que freqüentemente precisa ir para a cidade, critica a situação. “O maior problema é para as minhas filhas, que trabalham em Bauru. Não teve jeito, chegaram atrasadas no serviço”, diz.