Regional

Moradores do loteamento Estância de Iacanga pedem infra-estrutura

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Iacanga - Moradores da rua da rua Abílio Palhares, no loteamento Estância de Iacanga (50 quilômetros de Bauru), perderam a paciência com a precariedade da via de terra.

O período de chuva é alerta para moradores, pois o barro transforma a via em pista de rali.

A pensionista Claudete Vigentini Pedro, 49 anos, explica que comprou o lote há 10 anos e, no período de chuvas, a rua fica intransitável. Segundo ela, a via também está mal iluminada. “Inunda tudo aqui. Nós estamos até abandonados, sem energia. Tiraram o poste, mudaram toda a iluminação. Puseram lâmpada, mas ainda ficou uma parte escura”, reclama.

Quando chove, forma barro na via, dificultando o trânsito dos moradores. “A rua fica parecendo sabão quando chove. Faz muito barro e não temos condições de andar, nem de dia e nem à noite. Quando eu preciso ir à igreja, para calçar o sapato branco, tenho de colocar saquinho (plástico) no pé”, diz.

A filha da pensionista também tem dificuldades para sair com o filho de carrinho, um bebê de 1 mês e meio. “Só fizeram a tubulação, mas não fizeram nada para a água cair dentro”, comenta a moradora.

De acordo com o engenheiro da prefeitura Luís Besson, a administração municipal, em agosto do ano passado, implantou galerias pluviais na via. Uma parte da terra cedeu, provocando trincas em algumas casas.

“A rua era estreita e quando nós fomos implantar (a galeria), a vala ficou muito grande, começou a desbarrancar e praticamente destruiu o que tinha lá. Mas nós refizemos a rede de água, rede de esgoto e construímos a galeria”, explica Besson. “Inclusive, três famílias que tiveram de ser removidas já voltaram ao local. Consertamos as trincas das casas”, completa.

Ele explica que para realizar as obras, a rede de energia elétrica precisou ser removida. “Tem uma rede provisória lá. Já solicitamos para a CPFL Paulista refazer a rede definitiva e estamos no aguardo. Mas não está faltando energia”, garante.

O engenheiro lembra ainda que a prefeitura não tinha condições de executar a obra. Dessa forma, foi feita uma parceria com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), que executou a parte mais “pesada” da obra. “E esta parte de acabamento, fazer o asfalto, ficou para a prefeitura”, conta. “Nós estamos buscando o recurso para pavimentar, inclusive as outras ruas do loteamento”, conclui o engenheiro.

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