Najuru - Conflitos étnicos no Quênia continuaram a provocar ontem mortes maciças com machadadas, arco-e-flecha e outras armas brancas. Dezenove pessoas foram queimadas vivas dentro de uma casa em Naivasha, anteontem. Cálculos conservadores indicam que 800 pessoas já morreram desde o início dos confrontos, desencadeados depois das eleições presidenciais do último 27 de dezembro.
A reeleição de Mwai Kibaki, em processo que observadores externos consideraram fraudulento, desencadeou ações violentas contra os kikuyus, etnia à qual ele pertence e que tem monopolizado a economia e os melhores empregos públicos.
O candidato derrotado, Raila Odinga, pertence à etnia luo. Uma terceira etnia, os kalenjins, é bem mais agressiva, polarizando com os kikuyus. Não estava claro quantas mortes datavam de ontem, quando novos confrontos eclodiram a oeste do país. Na cidade de Kisimu, domicílios de quenianos kikuyus foram incendiados. Um ônibus foi queimado com o motorista dentro.
A polícia diz ter prendido 254 na noite de anteontem para ontem. O ministro do Interior, George Saitoti, foi vaiado ao tentar apaziguar grupos que só não se enfrentavam por estarem separados por policiais.