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Só 27% dos senadores divulgam dados sobre verba indenizatória

Folhapress
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Brasília - Com quatro meses de atraso, o Senado começou a divulgar ontem os gastos de parlamentares com a chamada verba indenizatória - valor de R$ 15 mil mensais a que os senadores têm direito para combustíveis e despesas nos Estados. Dos 81 senadores, apenas 22 disponibilizaram as informações sobre as verbas de gabinete na página do Senado referentes ao mês de fevereiro deste ano.

Os campeões de gastos foram os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Gilvam Borges (PMDB-AP). Cristovam declarou ter gasto R$ 14.150,00 com ações de divulgação parlamentar, além de R$ 850,00 com aluguel e despesas de escritório. Já Borges declarou ter gasto os R$ 15 mil da verba com aluguel e despesas de escritório.

Na bancada feminina, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) foi a campeã de gastos. Ela declarou ter usado R$ 14.978,40 da verba indenizatória com a contratação de serviços de apoio parlamentar, divulgação de suas atividades como senadora, além de locomoção, hospedagem e combustíveis.

Em contrapartida, a senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) aparece como a mais econômica da bancada feminina, com gastos de R$ 949,20. A senadora usou os recursos para gastos de escritório, locomoção e hospedagem. Entre os senadores, o que menos gastou foi Renato Casagrande (PSB-ES), com R$ 577,45 em fevereiro. Casagrande também foi o único líder partidário a disponibilizar as informações no site do Senado.

Na bancada de São Paulo, nenhum dos três senadores divulgou os gastos na Internet: Aloizio Mercadante (PT-SP), Eduardo Suplicy (PT-SP) e Romeu Tuma (PTB-SP). O senador Jefferson Peres (PDT-AM) não divulgou os gastos com a verba indenizatória porque abriu mão oficialmente dos R$ 15 mil mensais. Ele encaminhou ofício à Mesa Diretora do Senado, no qual pediu que não recebesse os recursos previstos na verba indenizatória.

Outros quatro senadores não têm os nomes registrados na lista de divulgação dos gastos com a verba indenizatória: Pedro Simon (PMDB-RS), Edison Lobão Filho (DEM-MA), Marco Maciel (DEM-PE) e João Vicente Claudino (PTB-PI). Entre os 22 senadores que divulgaram os gastos, cinco declararam que não tiveram despesas no mês de fevereiro - por isso não utilizaram os R$ 15 mil mensais a que têm direito.

Explicações

Senadores que não apresentaram os gastos com a chamada verba indenizatória se apressaram em apresentar justificativas à ausência das informações. O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), disse que não repassou as informações porque ainda não reuniu as notas fiscais referentes aos gastos.

O senador Valdir Raupp (RO), líder do PMDB no Senado, disse que não encaminhou as informações porque não utilizou a verba em fevereiro. “Eu não usei ainda a verba este ano. Eu só uso essa verba para despesas de vôos regionais, que não fiz este ano, e também às vezes ações na área de mídia. Mas sou favorável, e fui desde o começo, à divulgação de como a verba é usada. Tudo o que eu faço é transparente”, disse.

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