O vereador Primo Mangialardo (PV) criticou, na sessão de Câmara realizada ontem, o atraso nas obras das unidades de saúde da Vila Ipiranga e do Núcleo Mary Dota. A própria Prefeitura de Bauru reconhece que o serviço não está no ritmo ideal, mas alega que foi firmado acordo com novo prazo junto à empreiteira responsável pela obra.
Com o objetivo de demonstrar o estágio das obras, o vereador em seu discurso imagens da TV Câmara mostrando os locais. Segundo ele, a reforma extrapolou o prazo, mas a administração municipal não aplica multas à empreiteira responsável pela obra.
De acordo com Mangialardo, o secretário de Saúde, Mário Ramos, tem cobrado maior rapidez no serviço, mas é necessário que a prefeitura faça valer o contrato. O vereador contou que pretende encaminhar o caso ao Ministério Público e também verificar a situação da empresa vencedora da licitação.
Alex Gasparini (PMDB) criticou o colega, afirmando que precisa saber primeiro como funciona uma licitação. Segundo ele, se a obra está atrasada, é por culpa da empreiteira e não por falha da administração municipal. “Não podemos dizer que tudo vai mal”, disse. “A cidade, antes do Tuga, estava um caos verdadeiro, mas hoje não está”.
Ao retomar a palavra, Mangialardo comentou que o prefeito não deve cuidar de todos os contratos da prefeitura e que essa função cabe aos seus assessores. De acordo com o representante do PV, o problema é que a administração possui 200 cargos de confiança e os resultados não são os esperados.
Gasparini argumentou que há servidores em cargos de comissão que servem e outros não. O vereador Antonio Faria Neto (PDT) também entrou na discussão. Disse que a prefeitura precisa autuar quem não cumpre contratos. Tanto ele quanto Mangialardo comentaram que pessoas mais carentes são multadas, mas o mesmo procedimento não é adotado em relação a outras.
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Prazo termina em março
A assessoria de comunicação da Prefeitura de Bauru informou que a administração municipal, ao observar que a reforma dos dois postos de saúde não estavam dentro do ritmo considerado ideal, promoveu uma reunião com representantes da empresa vencedora dos processos licitatórios. O encontro aconteceu no início de janeiro passado.
Na ocasião, segundo a assessoria, a empresa assinou um termo se comprometendo a concluir os trabalhos em 90 dias, ou seja, até o final de março, com previsão de multa diária em caso de descumprimento.
O órgão comunicou também que o termo assinado pela empreiteira foi encaminhado ao Ministério Público, que acompanha o andamento da reforma das duas unidades.