Economia & Negócios

Empregos na construção civil saltam de 8,5 mil para 12 mil na região

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Impulsionado por uma política de incentivos do Governo Federal e pela abundância de linhas de crédito imobiliários, o índice de empregos na construção civil no Estado de São Paulo subiu 13% na comparação entre 2006 com o ano passado, segundo levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com o Sindicato das Indústrias da Construção Civil (SindusCon). Com dados mais otimistas, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Bauru calcula que o número de operários no setor na cidade e região saltou de 8,5 mil para 12 mil.

O diretor regional do SindusCon, Ralph Ribeiro Júnior, destaca que o setor da construção em Bauru acompanhou o crescimento registrado no Estado. Ele avalia que o aumento da formalização de empregos na área foi responsável pelo aumento do índice. Ele aponta que uma das lutas do SindusCon é incentivar o emprego formal no setor.

O diretor destaca que o crescimento na construção civil é sustentado e por isso terá continuidade. Ribeiro Júnior frisa que o Centro de Desenvolvimento da Construção Civil, no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), é um dos investimentos para a qualificar a mão-de-obra e impulsionar o setor.

O presidente do sindicato dos trabalhadores, Cláudio da Silva Gomes, também avalia que o grande diferencial do índice foi o aumento dos empregados com registro em carteira. Para ele, com o aquecimento do setor na região, está havendo uma grande disputa pelos profissionais qualificados e o contrato formal de trabalho foi a forma encontrada pelos empregadores para não perderem os bons trabalhadores.

“Numa classe onde o trabalho informal historicamente é predominante, houve um crescimento considerável do número de empregados registrados. Para não perder a mão-de-obra qualificada, o empregador cria este vínculo com a formalização. É um aumento do índice de emprego e com qualidade”, observa Gomes.

Para o dirigente, materiais de construção com isenção de tributos e linhas de crédito em abundância e com baixos juros para quem deseja construir foram os fatores determinantes para este aumento do número de trabalhadores empregados no setor. “Quando você faz a isenção de tributos, o benefício é democrático porque tanto o grande construtor quanto o pequeno empreiteiro terão o mesmo desconto”, pondera.

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Procura

Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, o piso para um trabalhador sem qualificação técnica, como um servente, é de R$ 654,00 por mês em Bauru. Já para pedreiros, eletricistas e carpinteiros, por exemplo, o piso é de R$ 805,00. Cláudio da Silva Gomes destaca que a disputa pelos melhores trabalhadores já pode ser sentida na cidade. “Tenta contratar um carpinteiro qualificado hoje para uma obra pagando o piso. É bem difícil”, conta.

O pedreiro Edílson Gomes de Moreira, 28 anos, comemora a boa fase do setor. Há 10 anos atuando na construção civil, atualmente ele trabalha como autônomo em sociedade com o irmão e chega até a contratar auxiliares para dar conta da demanda.

“O setor está muito bom. E nestes dois últimos anos melhorou. Estou tendo muitos serviços”, diz. Para ele, este ano pode ser melhor ainda. “Já entrei 2008 trabalhando e com um monte de pedidos de orçamentos”, destaca.

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