Bairros

Terreno baldio: vizinho indesejado

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 4 min

Um terreno na quadra 13 da rua Presidente Kennedy, na Vila Cardia, está deixando os moradores de cabelo em pé. Além do mato alto, os vizinhos têm que conviver com a falta de educação de algumas pessoas que jogam lixo e entulho no local e com a invasão de caramujos e escorpiões. Por conta da situação, um deles disse que está disposto até a comprar o imóvel para, assim, mantê-lo limpo.

Segundo a manicure Luciana Francischini, vizinha do terreno, a prefeitura já foi acionada várias vezes, mas até agora o terreno continua baldio, com mato. Ela diz que já não sabe mais o que fazer para evitar que os caramujos africanos invadam a residência. O agravante é que Luciana tem filhos pequenos e está preocupada com a saúde das crianças.

Ela conta que teve de se desfazer de alguns móveis que estavam na garagem porque o cômodo foi invadido por ratos e aranhas. “Nós estamos esperando providências há muito tempo, mas ninguém faz nada”, afirma, explicando que, além de ter de conviver com o vizinho indesejado, o local ainda recebe visitantes à noite. “Vem todo tipo de gente aqui”, conta.

De acordo com Luciana, ela tentou fazer um levantamento para saber a quem pertence o terreno. A proposta era comprar o imóvel para, assim, mantê-lo limpo. No entanto, o advogado que a orientou disse que o terreno já pertencia à prefeitura.

Porém, a assessoria de imprensa da Prefeitura diz que o imóvel é propriedade particular e que a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) já notificou o proprietário para que realize a limpeza do terreno. “Caso não haja o cumprimento da determinação, ele será multado”, informa a assessoria. Com relação aos caramujos africanos, o Centro de Controle de Zoonoses, orienta a população para que os animais sejam recolhidos e colocados dentro de sacolas plásticas que poderão ser descartadas junto com o lixo domiciliar. O telefone para reclamações é 3281-2646 ou 3281-7034.

No asfalto

No Altos da Cidade, o mato está, literalmente, brotando do asfalto. O professor Mário Dimas Carpi reclama que o mato está tomando conta do local, em frente ao Bosque da Comunidade. Trata-se de uma trecho na esquina das ruas Araújo Leite com Vivaldo Guimarães.

O agravante é que as pessoas aproveitam o mato alto para jogar lixo, que fica encoberto e não é recolhido pelo serviço de coleta. O professor afirma que reclamou para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), mas o problema foi direcionado para a Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb). “Isso foi em janeiro e até agora não foram tomadas providências. Eu liguei para a Emdurb e não consegui falar com ninguém”, reclamou.

A reportagem do JC entrou em contato com o presidente da Emdurb, Carlos Barbieri. Segundo ele, há uma força-tarefa encarregada de fazer a limpeza e manutenção dos locais mais críticos. “A Semma realmente passou alguns trechos para que nós ajudássemos, mas precisamos priorizar alguns lugares”, disse, explicando que a força-tarefa está no Jardim Jussara, e que, no mais tardar em duas semanas, retorna para fazer outros trechos da cidade.

No entanto, Barbieri se comprometeu a designar uma equipe de limpeza para o local a fim de recolher o lixo.

Terreno baldio – Numa das regiões de Bauru de maior valor do metro quadrado, também há terreno baldio. Com mato alto e lixo, um imóvel na quadra 2 da rua Elzeario Barbosa, na Vila Mariana, tornou-se um problemão para os vizinhos e para os pedestres já que trecho da calçada está interditado.

Ponto de ônibus ‘do mato’ – Além de já ter tomado um terreno da quadra 3 da rua dos Andradas, na Vila Falcão, o mato está invadindo a calçada do ponto de ônibus. À noite, já tem usuário do transporte coletivo na região desistindo de ir para o ponto preocupado com a segurança. Mas quem mora na quadra 3 não tem como fugir do “vizinho”.

Até que altura? – Esta é a pergunta que moradores do Residencial Flamboyants estão fazendo em relação ao mato que cresce no terreno baldio na quadra 2 da rua Narcísio José Craveiro. A preocupação maior é com a segurança de quem tem de sair ou chegar ao condomínio à noite, principalmente a pé.

Comentários

Comentários