Um terreno na quadra 13 da rua Presidente Kennedy, na Vila Cardia, está deixando os moradores de cabelo em pé. Além do mato alto, os vizinhos têm que conviver com a falta de educação de algumas pessoas que jogam lixo e entulho no local e com a invasão de caramujos e escorpiões. Por conta da situação, um deles disse que está disposto até a comprar o imóvel para, assim, mantê-lo limpo.
Segundo a manicure Luciana Francischini, vizinha do terreno, a prefeitura já foi acionada várias vezes, mas até agora o terreno continua baldio, com mato. Ela diz que já não sabe mais o que fazer para evitar que os caramujos africanos invadam a residência. O agravante é que Luciana tem filhos pequenos e está preocupada com a saúde das crianças.
Ela conta que teve de se desfazer de alguns móveis que estavam na garagem porque o cômodo foi invadido por ratos e aranhas. “Nós estamos esperando providências há muito tempo, mas ninguém faz nada”, afirma, explicando que, além de ter de conviver com o vizinho indesejado, o local ainda recebe visitantes à noite. “Vem todo tipo de gente aqui”, conta.
De acordo com Luciana, ela tentou fazer um levantamento para saber a quem pertence o terreno. A proposta era comprar o imóvel para, assim, mantê-lo limpo. No entanto, o advogado que a orientou disse que o terreno já pertencia à prefeitura.
Porém, a assessoria de imprensa da Prefeitura diz que o imóvel é propriedade particular e que a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) já notificou o proprietário para que realize a limpeza do terreno. “Caso não haja o cumprimento da determinação, ele será multado”, informa a assessoria. Com relação aos caramujos africanos, o Centro de Controle de Zoonoses, orienta a população para que os animais sejam recolhidos e colocados dentro de sacolas plásticas que poderão ser descartadas junto com o lixo domiciliar. O telefone para reclamações é 3281-2646 ou 3281-7034.
No asfalto
No Altos da Cidade, o mato está, literalmente, brotando do asfalto. O professor Mário Dimas Carpi reclama que o mato está tomando conta do local, em frente ao Bosque da Comunidade. Trata-se de uma trecho na esquina das ruas Araújo Leite com Vivaldo Guimarães.
O agravante é que as pessoas aproveitam o mato alto para jogar lixo, que fica encoberto e não é recolhido pelo serviço de coleta. O professor afirma que reclamou para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), mas o problema foi direcionado para a Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb). “Isso foi em janeiro e até agora não foram tomadas providências. Eu liguei para a Emdurb e não consegui falar com ninguém”, reclamou.
A reportagem do JC entrou em contato com o presidente da Emdurb, Carlos Barbieri. Segundo ele, há uma força-tarefa encarregada de fazer a limpeza e manutenção dos locais mais críticos. “A Semma realmente passou alguns trechos para que nós ajudássemos, mas precisamos priorizar alguns lugares”, disse, explicando que a força-tarefa está no Jardim Jussara, e que, no mais tardar em duas semanas, retorna para fazer outros trechos da cidade.
No entanto, Barbieri se comprometeu a designar uma equipe de limpeza para o local a fim de recolher o lixo.
Terreno baldio – Numa das regiões de Bauru de maior valor do metro quadrado, também há terreno baldio. Com mato alto e lixo, um imóvel na quadra 2 da rua Elzeario Barbosa, na Vila Mariana, tornou-se um problemão para os vizinhos e para os pedestres já que trecho da calçada está interditado.
Ponto de ônibus ‘do mato’ – Além de já ter tomado um terreno da quadra 3 da rua dos Andradas, na Vila Falcão, o mato está invadindo a calçada do ponto de ônibus. À noite, já tem usuário do transporte coletivo na região desistindo de ir para o ponto preocupado com a segurança. Mas quem mora na quadra 3 não tem como fugir do “vizinho”.
Até que altura? – Esta é a pergunta que moradores do Residencial Flamboyants estão fazendo em relação ao mato que cresce no terreno baldio na quadra 2 da rua Narcísio José Craveiro. A preocupação maior é com a segurança de quem tem de sair ou chegar ao condomínio à noite, principalmente a pé.