As diversas técnicas usadas no desenho, entre elas a observação, o nanquim e carvão, estão em exposição nas obras da estudante do curso de educação artística da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Eloiza Helena dos Reis Penna, na Gibiteca Municipal.
É a primeira exposição da artista e ela reuniu as principais obras que fez nos três anos de faculdade. Uma das técnicas mais interessantes é feita em madeira.
A artista desenha usando pregos e, depois, usa um pedaço de couro embebido em tinta para dar cor à madeira. A peça torna-se uma espécie de “carimbo” que, posteriormente, é usado para marcar o papel. Na gravura, ela reproduziu corpos humanos em movimento.
Em outra técnica, ela usa carvão e giz de lousa para desenhar o rosto de uma modelo. “Peguei gravetos de limoeiro que estavam no chão da universidade e queimei-os. Com o carvão, fiz o desenho e usei o giz de lousa para dar luminosidade”, explica a artista.
Em outro desenho, ela reproduziu o rosto da irmã usando tinta de parede.
Em desenhos de observação, ao contrário do que se imagina, ela usou pouca luz para definir melhor as sombras de uma torneira pingando e de uma garrafa pet com água.
“A técnica consiste em desenhar quase no escuro. Assim, dá para fazer um desenho com mais detalhes”, ensina.
Outro desenho curioso é de um índio de cabeça para baixo. “Você deve se perguntar por que está ao contrário?”, questiona Eloiza. E responde: “Está dessa maneira porque o índio estava assim quando foi desenhado”, explica.
A estudante começou a fazer os primeiros rabiscos nos intervalos de aulas do ensino médio. “Desenhava o rosto de meus amigos. Antes, eu odiava artes, mas aprendi a gostar no colégio”, conta.
Eloiza deve ser formar neste ano e ainda não sabe se continuará em Bauru ou se voltará para São Paulo, sua cidade de origem. Ela já ministrou oficina de origami e de arte rupreste, pois é bolsista e presta serviço na Biblioteca Municipal.
• Serviço
Exposição de obras de Eloiza Helena dos Reis Penna até o dia 23 deste mês, de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, das 9h às 17h. A entrada é gratuita. A Gibiteca Municipal fica nas dependências do Centro Cultural, na avenida Nações Unidas, 8-9.