Rio - O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) cedeu em janeiro, mas ainda é motivo de preocupação: o índice ficou em 0,54%, abaixo dos 0,74% de dezembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa acumulada em 12 meses, porém, bateu em 4,56%, maior marca desde abril de 2006 (4,63%) e superior, pela primeira vez desde então, ao centro da meta oficial do governo (4,5%). Em 2007, o índice ficou em 4,46% e esbarrou no ponto central da meta, que prevê um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
O IPCA, dizem especialistas, deve se manter acima da meta no acumulado em 12 meses, pois as taxas neste primeiro semestre tendem a ser mais altas do que em igual período de 2007. Segundo Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE, ainda é cedo para traçar a trajetória da inflação neste ano, mas o cenário “requer atenção, cuidado e análise”.
O motivo, diz, são os preços dos alimentos, que podem se manter pressionados ao longo do primeiro semestre. Somente em janeiro, corresponderam a mais da metade do IPCA -0,33 ponto percentual. “Embora a redução (do IPCA) de dezembro para janeiro tenha sido significativa, a taxa traz ainda alguns importantes produtos em alta, como os alimentícios, cuja redução não foi tão grande.”