Com muito custo foi programada uma descida de barco ao famoso rio Batalha, que foi adiada algumas vezes porque para alguns o dia era bom, para outros não daria certo. Até que um belo dia o pessoal chegou num acordo, e essa data foi fixada em 29 de setembro de 2007. Tudo combinado, então vamos descer o rio Batalha até a sua foz, entrar Tietê adentro, descer até a foz do rio Sucuri e subir até o condomínio perto da ‘ranchonete’ Sucuri.
Tudo combinado. Sairíamos às 11h defronte a portaria de uma grande empresa de Bauru, pois a maioria do pessoal que ia fazer essa aventura era funcionário ou pessoas que prestavam serviços a empresa. No dia e hora combinado já começaram a pintar as zebras: não iríamos mais sair às 11h e sim ao meio-dia e não seria naquele lugar, mas defronte a casa do Álvaro, que é este que lhes escreve. Inclusive tudo estava acertado para pousar no meu rancho, que fica em Reginópolis, e no outro dia continuar a famosa viagem.
Alguns amigos: o Nei, o Eduardo, o senhor Flavio, o Batata e o Benê, saíram antes para pegar um barco que estava em Avaí e iam nos esperar na ponte do clavinote. Aqui na minha casa, no Beija-flor, estavam o Vanderlei e o seu inseparável cunhado Marcel à espera do resto do pessoal. Até que com um pouquinho de atraso chegaram: Lalo e seu filho Fabrício, Zé Rato e seu filho Ricardo, o Junior e em cima do barco o famoso Cidinho Poita, quero dizer Cidinho Paco. Nesse momento, o pessoal que tinha ido na frente já tinha ligado umas cinco vezes perguntando se tínhamos desistido.
Até que enfim saímos de Bauru, conseguimos chegar à beira do rio. Já com todos os barcos na água, começou a descida do rio. E por terra fomos eu, Álvaro, Flavio e o Junior. Logo que começaram a descer o famoso rio, o Vanderlei começou com a brincadeira de tocar o barco nas galhadas para irritar o Cidinho, mas não demorou muito tempo o seu barco virou e foi tudo para o fundo.
Com o motor cheio de água, alguém deu a idéia de colocar gasolina na cabeça do pistão e dar partida; só que deu zebra, o motor pegou fogo, jogaram areia e mesmo assim o motor não apagou, então deram a idéia: “Jogar o motor dentro da água que apaga o fogo” – mas se não sabia se era o fogo do motor ou o fogo do pessoal da aventura.
Depois de tudo resolvido, os três ‘manés’ ficaram no barranco com seu bote e seu motor cheio de areia de água à espera de um resgate do pessoal que tinha ido por terra. Desceram os outros barcos com o restante do pessoal, mas como perderam muito tempo tiveram que acelerar seus motores para chegar antes que escurecesse.
Para a infelicidade do pessoal, na chegada do rancho tinha um eucalipto caído atravessando o rio. Aí mais uma decepção: o piloteiro Nei passa o barco para o Eduardo, que, com pouca experiência, pilota mais ou menos uns dez metros e vira o segundo barco. E só se via latinha de cerveja boiando, tampa de isopor enroscada nos galhos e gente tentando sair do rio a qualquer custo.
Graças ao bom Deus, nada aconteceu e todos estamos vivos. Depois de todos molhados e salvos, fomos fazer o famoso churrasco. Por experiência e precaução, a carne e um pouco da cerveja foram de carro.
O resto da noite só foi gozação. Começaram a chamar o meu amigo Eduardo de Barrichelo, vira-barco, e então o homem começou a ficar bravo. Mas como tudo se acalmou, lá pela uma da madrugada fomos tentar dormir, (mas o Vanderlei não deixava).
Logo que amanheceu o dia, lá pelas 5h o senhor lalo foi fazer café e foi acordando todos. Ficamos mais um pouco, tomamos café, eu esquentei um arroz com lingüiça, carne e bacon e todos comeram. E aí foi decidido pelos organizadores que não podíamos continuar a expedição, já que havia muito bêbado num só lugar! Mas, se Deus quiser, neste ano tentaremos fazer outra! Até lá!
Álvaro Braitt é pescador e contador de histórias.