A Controladoria Geral da União (CGU) apontou “impropriedades” em duas despesas com alimentação do ministro Altemir Gregolin (Pesca) custeadas com o cartão corporativo, segundo auditoria realizada em seus gastos, e determinou que ele devolva o valor (R$ 538) à União -o que já ocorreu, segundo a CGU.
A conclusão, porém, livra o ministro de outras punições. A auditoria “afasta as suspeitas de irregularidade levantadas em matérias jornalísticas sobre as despesas com hospedagem e locação de veículos feitas pelo ministro”.
O primeiro gasto considerado impróprio refere-se ao pagamento, em maio do ano passado, de duas refeições no Buffet Flory, em Florianópolis, no valor de R$ 26,00. Como o cartão é de uso individual, a CGU determinou o ressarcimento de 50%.
O ministro, contudo, decidiu recolher o valor integral. Outro caso ocorreu em Brasília, quando Gregolin pagou R$ 512,60 em almoço para a delegação da Academia de Ciências Pesqueiras da China.
A auditoria determinou a devolução aos cofres públicos, apesar de “não se vislumbrar dolo ou má fé de qualquer natureza, não há previsão legal para a realização desse tipo de despesa com suprimento de fundos”. Mesmo argumento foi apresentado na época pelo ministro-chefe da CGU, Jorge Hage.