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Em defesa da Floresta Água Comprida


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O Movimento pela Preservação da Floresta Urbana Água Comprida, formado pela Associação de Moradores do Jardim Colonial, delegados do setor 11 do Plano Diretor Participativo de Bauru, Associação dos Geógrafos do Brasil, Instituto Ambiental Vidágua, além de formadores de opinião e cidadãos desta cidade, vem comemorar os seis meses de mobilização para manter 60 hectares de vegetação nativa preservada na cidade de Bauru, a conhecida Floresta Urbana Água Comprida, localizada às margens do Córrego Água Comprida, entre o Jardim Colonial, a Avenida Luiz Edmundo Carrijo Coube e Avenida Nações Unidas. O local foi definido no Plano Diretor Participativo como Área de Relevante Interesse Ecológico, por conta de sua rica biodiversidade.

O Movimento lançado oficialmente em 25 de agosto de 2007, com a presença da imprensa, cidadãos e entidades no local da floresta, agregou pessoas com interesses comuns, que buscavam o bem estar da população e a qualidade de vida no município de Bauru. Em 30 dias, a mobilização atingiu escolas, entidades, empresas, igrejas conseguindo o respaldo de 16 mil pessoas que assinaram o abaixo-assinado pela Preservação da Floresta Urbana Água Comprida.

O envolvimento da população foi essencial para o sucesso das ações. Um abraço simbólico solicitando a preservação da área foi realizado no dia 22 de setembro, e reuniu 100 pessoas entre alunos, moradores da região, representantes do Plano Diretor e contou a presença da tradicional banda do Colégio Liceu. Além do abraço, foi realizado um plantio simbólico de mudas de espécies nativas. Os abaixo-assinados foram entregues aos vereadores em Sessão Ordinária de 1° de outubro de 2007. Representantes do movimento aproveitaram para utilizar a Tribuna e detalhar a importância da área e solicitar apoio para a criação de uma ARIE (Área de Relevante Interesse Ecológico) no local.

No dia 27 de novembro, o Movimento voltou a reunir cidadãos e alunos em um plantio de 150 mudas na área. Pelo menos 90 alunos, do Colégio Liceu Noroeste e da Escola Estadual Luiz Zuiani estiveram presentes. Logo depois, em 3 de dezembro, representantes do Movimento se reuniram com o Secretário Estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano, para discutir iniciativas para preservação da área. Graziano declarou apoio à preservação e colocou os técnicos da Secretaria a disposição para fazer o reconhecimento da área. Na ocasião, ele protocolou a carta do Movimento enfatizando: “Recebi o original e endosso com entusiasmo a causa da preservação da Floresta Água Comprida”.

Por enquanto, a área está protegida pela resolução estadual 40, que decretou o Desmatamento Zero até março de 2008. Mas o movimento não parou por aí e estuda novas formas de mobilização e meios de garantir a floresta em pé.

Ressaltando o caráter propositivo do movimento e que não há intenção de se penalizar os proprietários ou mesmo ser contra o desenvolvimento da cidade, representantes do grupo se reuniram no dia 08 de fevereiro com a diretoria da Assenag (Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos) para estudar possibilidades de uso sustentável para o local. Neste encontro os técnicos da entidade demonstraram preocupação com os impactos que podem advir de projetos que desconsideram questões como a cobertura vegetal, drenagem, formação de erosões, entre outros. Foi sugerida parceria com as Universidades para que sejam elaboradas propostas de uso alternativo para a área.

O Movimento busca que o desenvolvimento da cidade se dê de forma responsável e planejada, baseado no bem-estar da população e combinando interesses públicos e privados. Nossas ações continuam. Participe conosco!

Movimento pela Preservação da Floresta Urbana Água Comprida

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