Vivemos a época mais hipócrita da história humana sobre a face da Terra. Somos pessoas. Não indivíduos. Pessoa origina-se de “persona”, que quer dizer máscara. Isto é, uma máscara que a sociedade ou mesmo você (consciente ou inconscientemente) coloca em você mesmo para viver de acordo com as leis, regulamentos e uma série de coisas.
Um cidadão deveria obedecer às leis de acordo com sua consciência e com razões que só interessam a ele mesmo. Agora, obedecer às leis porque, caso contrário, irá sofrer punição ou receber algum tipo de multa, isto não é evolução: isto é uma espécie de máscara.
O governo ultimamente vem falando em aumentar o valor das multas de trânsito, com o objetivo de diminuir o número de acidentes. Pelo amor de Deus, já passou da hora deste povo deixar de ser carneiro e não mais aceitar qualquer tipo de argumento. E tem gente com a coragem de vir a esta Tribuna para defender a famigerada indústria das multas.
Se não querem que os motoristas excedam na velocidade, deveriam, nas cidades, estreitar as ruas, colocar lombadas ou canaletas a cada trinta metros. E por que não obrigam as montadoras a fabricarem motores menos potentes? Ou, então, por que não constroem rodovias iguais às da Alemanha? As chamadas “autoban”. Já que os políticos não têm coragem de obrigar as montadoras...Tudo gira em torno do dinheiro. A vida humana é mero pretexto para eles justificarem os seus propósitos. E isto acontece depois do governo perder a batalha da prorrogação da CPMF. É muito estranho.
José Carlos Felix de Abreu