Mesmo apresentando bons resultados no cenário jauense, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) demanda aperfeiçoamento, principalmente em sua aplicação. Este é o pensamento da secretária de Transportes e Trânsito da Prefeitura de Jaú, Magaly Natalia Pazzian Vasconcellos Romão.
Para ela, o CTB ainda precisa de mudanças como, por exemplo, maior rigidez na punição aos infratores. Além disso, investimentos em educação, fiscalização, sinalização e na infra-estrutura das estradas e rodovias estaduais e federais seriam medidas necessárias para a queda do número de acidentes em âmbito nacional.
“A geometria viária atual de muitas estradas e rodovias facilita a velocidade dos veículos e não prioriza a segurança. É necessário haver uma inversão desses valores”, frisa.
A assessoria de comunicação da administração municipal destaca que as medidas de trânsito não devem ser vistas como uma questão política, e sim, social. “É uma questão de valorização da vida”, reforça Magaly.
A secretária acredita que em assuntos que envolvam problemas de trânsito, o interesse coletivo deve sempre estar acima de interesses individuais. “É isso que temos feito nos últimos anos”, informa.
Cálculo dos índices
A secretária de Transportes e Trânsito de Jaú, Magaly Natalia Pazzian Vasconcellos Romão, garante que toda a sua pesquisa para levantar os índices do tráfego em Jaú nos últimos 10 anos e compará-los com o cenário nacional foi baseada em dados oficiais do Departamento Nacional de Trânsito (Detran), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo ela, ao fazer o cruzamento de várias informações possíveis, os resultados foram satisfatórios. Demonstraram tendência de queda e ficaram abaixo da média nacional em todos os aspectos levantados.
Ao ser questionada sobre a validade dos dados mesmo quando comparados com municípios de maior porte, Magaly esclarece que o tamanho da cidade não interfere nos resultados finais. Para a secretária, os cálculos levam em consideração o tamanho da frota e da população. “A divisão final, por si só, torna as diferenças uniformes”, fala a secretária. “Podemos perfeitamente comparar Jaú a São Paulo nestas pesquisas sem distorcer a realidade”, garante.