Saúde

Avanços na pesquisa e microbiologia ajudam no combate às doenças

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

Mesmo sem ser muito difundida para os leigos, a micriobiologia pode ser a resposta da ciência para o tratamento de uma série de doenças, ente as quais a tuberculose. Mas o que é microbiologia? “É uma ciência chamada de ciência básica, mas que hoje em dia já tem resultados para serem apresentados, dentro de várias áreas, desde a medicina, odontologia, até engenharia e arquitetura. Na medicina ela é preventiva, diagnóstica e curativa”, explica o microbiologista Manoel Armando Azevedo dos Santos, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).

Segundo ele, a microbiologia é uma disciplina muito importante no dia-a-dia, ao contrário do que era antigamente, quando se restringia ao reconhecimento e combate das bactérias causadoras das doenças. Atualmente, esse conceito mudou, e os profissionais desta área da ciência, mesmo sem muita divulgação para as pessoas comuns, tem realizado pesquisas para ajudar no tratamento de doenças e melhorar a vida das pessoas, obtendo, segundo o professor da USP, resultados altamente satisfatórios.

Isso se deve ao fato da microbiologia ter se dividido em outras áreas, fugindo do conceito básico de catalogar e combater bactérias, fungos e protozoários. “Hoje essa ciência tem uma aplicação. Em cima da bactéria, já se analisa, graças à genética bacteriana, o produto final dessas bactérias. O que elas carregam que pode ser benéfico para a humanidade. Isso está sendo usado, principalmente, na biotecnologia, que é um setor alongado da microbiologia”, salientou.

Na biotecnologia, aponta Santos, a bactéria deixa de ser apenas a vilã causadora de doenças e fornece o produto final para o homem. “As bactérias passam a ser os “mocinhos”. Elas trabalham para transformar substâncias, produzir outras, substituir alguns órgãos, entre outras funções”, disse.

O professor destaca ainda a quantidade de projetos que estão sendo realizados na área de microbiologia, que poderão ser utilizados pela sociedade em um futuro breve, como as vacinas para hanseníase e para tuberculose.

No caso da tuberculose, por exemplo, Santos explica que é uma doença tratável, mas que a maioria dos pacientes tende a interromper esse tratamento antes do tempo previsto, que é de seis meses. Segundo ele, o indivíduo faz dois meses de tratamento, apresenta uma pequena melhora e pára de se tratar. Ao invés da tuberculose recuar, ela se fortalece e, o que é pior, pode ser transmitida para outras pessoas através das bactérias. “E essa outra tuberculose é muito mais forte do que a primeira. A microbiologia está desenvolvendo a vacina, com a ajuda das bactérias, para combater essa tuberculose mais forte”, ressalta.

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