São Paulo - A polícia prendeu, na tarde de anteontem, em Santos (72 quilômetros de São Paulo), Inaldo Henrique do Nascimento, o Baiano Dedinho, 41 anos. Ele é acusado de liderar o assalto na transportadora de valores Protege, na Água Branca (zona oeste de SP), quando foram levados R$ 10 milhões, em setembro do ano passado. Na ação, o grupo usou explosivos para entrar na sede da Protege.
De acordo com o Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), ele é um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e também comandou a tentativa de assalto ao Banco Itaú, em Moema (zona sul), há um ano, quando a estudante Priscila Aprígio, 14 anos, foi ferida por um tiro de fuzil. Ele foi preso na Santa Casa de Santos, onde havia sido internado após levar três tiros.
Segundo a polícia, Baiano Dedinho foi ferido quando tentava impedir que a casa onde estava, em Mongaguá (89 quilômetros de SP), fosse assaltada. “Ele se apresentou como líder do PCC. Os ladrões não acreditaram e atiraram”, disse o delegado Ruy Ferraz Fontes.
De acordo com o delegado, ele tem passagens por roubo a banco e era foragido da prisão. Baiano organizava as ações do seu grupo nas favelas de Paraisópolis e Real Parque (zona sul de SP).
A partilha dos R$ 10 milhões entre os dois grupos gerou confusão e teve de ser intermediada por Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, afirmou o delegado. “O Marcola entrou na negociação para que os grupos não entrassem em conflito. No final, o Inaldo abriu mão e dividiu o dinheiro”, afirmou o delegado. Ele não foi preso com nenhuma parte do dinheiro.