Internacional

Republicano John McCain nega ter favorecido suposta amante

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Washington - Favorito para ser o candidato à Presidência dos EUA pelo Partido Republicano, John McCain se viu sob os holofotes ontem, obrigado a responder a uma reportagem do “New York Times” afirmando que ele favoreceu uma lobista com quem possivelmente teve um caso nos anos 90. Sua campanha prometeu “guerra” ao jornal.

Com isso, a mídia americana mudou o foco da cobertura eleitoral bruscamente, após semanas centrada na disputa entre os democratas, da oposição para a situação e para seu próprio umbigo, dando início a uma discussão sobre o momento de publicação do texto.

A mulher citada, Vicki Iseman, 40 anos, faz lobby para o setor de telecomunicações. Embora a atividade seja legal e regulamentada nos EUA, a reportagem elenca iniciativas do senador - como pedir em cartas à agência regulatória das comunicações decisão permitindo ao mesmo grupo deter mais de um canal na mesma cidade - que teriam favorecido clientes de sua amiga. (McCain admite a amizade, mas nega o caso).

Segundo o "Times", o republicano - que negou solicitações de entrevista - telefonou ao editor-executivo do jornal, Bill Keller, para reclamar dos pedidos e negar que tenha favorecido a lobista ou tido um caso.

“Estou desapontado com o periódico. Não é verdade”, disse McCain a jornalistas em Toledo, Ohio, ao lado de sua mulher. Ele acrescentou que “não fez nada que pudesse trair a confiança popular ou tomou decisões que pudessem favorecer” os interesses de um grupo particular.

Cindy MCain acrescentou que seu marido sempre prioriza a família e o país, e é “um homem de excelente caráter. Anteontem, partidários do senador pelo Arizona negaram as declarações publicadas no jornal.

Comentários

Comentários