Muitos telefones fixos de Bauru, inclusive de serviços emergênciais, como o 193, do Corpo de Bombeiros, e o 192, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ficaram mudos ontem pela manhã. A causa da pane que durou cerca de três horas - entre as 9h e 12h – foi o rompimento de um cabo de fibra ótica, segundo informou a assessoria de imprensa da Telefônica.
No entanto, a empresa não informou o número de telefones atingidos pela pane nem as regiões da cidade afetadas e onde o cabo de fibra ótica se rompeu. Através da assessoria, a Telefônica explicou que desde o início da ocorrência, às 9h, trabalhou para minimizar os problemas gerados e que os serviços foram restabelecidos de forma gradativa até serem totalmente normalizados, às 12h.
Quem tentou ligar para os bombeiros pelo telefone 193 entre as 10h30 e 12h não conseguiu que a ligação fosse completada. “É horário de almoço e de maior incidência de ocorrência e ficamos sem a comunicação com a população”, conta o soldado Carlos Alberto Silva. As chamadas para o 193 voltaram ao normal no início da tarde. Apenas o número convencional (3222-2553) estava em funcionamento durante a pane.
No Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a situação foi parecida. “As pessoas apareciam dizendo que não conseguiam falar aqui”, contou Luís Roberto Berber, diretor do Departamento de Urgência e Emergência de Bauru. “Todos os telefones do órgão apresentaram problemas”, relata. O telefone 190, da Polícia Militar, também foi atingido pela pane pela manhã, porém por um período menor, não prejudicando muito o atendimento.
Filas
E depois da pane, quem foi ontem à tarde ao posto de atendimento da Telefônica em Bauru, localizado na quarteirão 19 da avenida Duque de Caxias, esquina com a rua Araújo Leite, encontrou longas filas, o que gerou reclamações e protestos entre os usuários. O posto de atendimento oferece serviços de contestação de débito, solicitação de reparos, emissão de segunda via de conta telefônica, reestabelecimento de acesso ao telefone e correção de endereço.
Quando o JC esteve no local, havia cerca de 25 pessoas na fila. O bancário Marcos Lenharo, um dos reclamantes, conta que só não esperou mais porque pessoas que estavam à sua frente desistiram de continuar na fila. Ele queria cancelar a linha telefônica e não conseguia efetuar o serviço.
“Recentemente, tive um problema e me devolveram o dinheiro depois de quatro meses. Ou seja, demoraram quatro meses para reconhecer o erro”, relata ele que ontem levou mais de uma hora para ser atendido. O número de caixas aumentou de dois para três após reclamação geral dos usuários.
Também estava na fila o auxiliar de produção Wilson Souza, 36 anos, que tentava reaver o dinheiro de uma conta em nome de outra pessoa paga por engano. A mãe dele, que não sabe ler nem escrever, quitou uma conta de outra pessoa. “Quero resolver isso. Vim na terça-feira, não consegui ser atendido e fui embora. Hoje (ontem), foi a mesma coisa”, disse. “Não sei quando receberei esse dinheiro de volta”, completou. A Telefônica não explicou o motivo das filas ontem.