Havana - Em seu primeiro artigo após a renúncia a cargos no Executivo de Cuba, o ditador Fidel Castro afirmou ontem que é preciso, sim, promover mudanças - mas não na ilha. “Concordo, mudança! mas nos Estados Unidos. Cuba mudou há pouco tempo (...)'', afirmou, em alusão à revolução de 1959. E completou: “Não regressar jamais ao passado!”
O texto no jornal estatal “Granma” foi uma resposta às críticas dos EUA e da União Européia, que aproveitaram sua renúncia para defender uma abertura democrática na ilha. Fidel diz que não planejava escrever por dez dias, mas foi preciso “abrir fogo ideológico”.
O líder falou diretamente aos pré-candidatos à Casa Branca. O mais duro quanto às relações EUA-Cuba, o republicano John McCain, chegou a dizer ontem que torce pela morte de Fidel: "Espero que ele tenha a oportunidade de se encontrar com Karl Marx logo''.