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Campeonato Paulista: No reencontro com Palestra Itália, Palmeiras tropeça no Rio Preto

Folhapress
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São Paulo - A expectativa era de goleada, já que o Palmeiras tinha pela frente, ontem à noite, o então lanterna Rio Preto. Tinha no banco o técnico Vanderlei Luxemburgo, técnico com melhor aproveitamento em jogos no Palestra Itália. E contava com o apoio da torcida no reencontro com o seu estádio. Saiu de campo vaiado.

O empate de 1 a 1 com o Rio Preto mais uma vez travou a arrancada anunciada por Luxemburgo e deixou o time na oitava posição, com 16 pontos. “Jogamos bem, mas não merecemos ganhar”, sintetizou o goleiro Marcos. O resultado já deixa arestas no elenco. “Não podemos tomar gols por culpa nossa”, falou o atacante Denílson sobre o gol levado de bola parada.

O Palmeiras começou pressionando e com 15 minutos teve três chances claras de abrir o placar. A opção por Martinez na linha de três zagueiros deu melhor saída de bola ao time, porém a marcação do Rio Preto dificultava a ligação do meio com Valdívia e Alex Mineiro.

Com o meio congestionado, o jeito foi apostar nas jogadas pelos flancos e Leandro foi o destaque no apoio. Pelo seu setor, ele fez boas triangulações com Valdívia e seus cruzamentos sempre levavam perigo.

Diante de um time bastante recuado e com dificuldades de marcar o primeiro gol, o que acabou chamando a atenção pelo lado do Palmeiras foi Vanderlei Luxemburgo, expulso de campo aos 21 minutos de jogo. Após reclamar de um pênalti em Valdívia, ele discutiu com o quarto árbitro e, em seguida, foi expulso.

Na saída, o treinador palmeirense se mostrou indignado com as arbitragens do Campeonato Paulista. “Não podemos ser tolhidos de nos comunicar. A democracia existe e eu tenho o direito de criticar sem ofender. Saí expulso de campo sem ofender ninguém. Isso é sacanagem. Não é assim que se comanda a arbitragem e se faz futebol. Sei que minhas críticas incomodam”, afirmou o treinador, já próximo dos vestiários.

O Palmeiras seguiu dominando, mas a dificuldade em anotar o primeiro gol fez o time se mandar em busca da vitória. Com o contra-ataque à disposição, o Rio Preto quase chegou duas vezes. Numa delas o volante Wendel evitou o gol quase em cima da linha.

Nos acréscimos, Alex Mineiro teve a chance de fechar a primeira etapa com o Palmeiras em vantagem, mas a zaga do Rio Preto interceptou o lance. “Eles estão todos recuados buscando o empate e temos de aproveitar o espaço na frente”, disse o zagueiro Henrique na saída para o intervalo.

Com o 0 a 0 entalado, o Palmeiras sacou seu melhor marcador, Pierre, que já havia levado o amarelo, e voltou com Lenny. Como a melhor chance havia sido um contra-ataque do Rio Preto, a torcida logo deu o seu recado aos gritos de Denílson, que entrou antes da metade do segundo.

A substituição fez o time melhorar e num gol chorado de Valdívia após cruzamento, aos 24 minutos, o Palmeiras saiu na frente: 1 a 0. Na comemoração, o chileno, junto com os companheiros, adotaram a coreografia da dança do Créu, sucesso dos bailes funks do Rio e usado pelas torcidas no Maracanã.

Mas apesar da irreverência na comemoração, o Palmeiras logo voltou a assustar a torcida. Aos 29 minutos, após escanteio batido pela direita, Xandão empatou de cabeça: 1 a 1. A partir daí, o jogo virou um ataque contra defesa com o Rio Preto recuando todo o time e deixando somente Wesley no meio-campo. Apesar do sufoco, o Palmeiras ficou no 1 a 1 na reabertura do seu estádio.

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