Polícia

Oito quilos de crack são apreendidos

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Quem olhava o piso de cerâmica do chão da casa de A.R.S. (apenas as iniciais do nome foram divulgadas), 19 anos, não enxergava nada de anormal. Mas embaixo da cama, escondido em buracos tampados pelo próprio piso, estavam sete tijolos pesando pouco mais de seis quilos de crack. O restante - 1,5 quilo da droga - em pequenas pedras prontas para a venda era escondido dentro do armário do quarto. A Polícia Civil de Jaú (47 quilômetros de Bauru) ficou durante três meses no encalço do jovem, em trabalho de campo. Ontem pela manhã, com mandado de busca e apreensão em mãos, duas equipes foram até a residência do rapaz para apreender a droga, que no total chega a quase oito quilos. Se cerca de 3 gramas da droga são vendidas por R$ 15,00, oito quilos valem cerca de R$ 40 mil.

Para a surpresa dos policiais, A.R.S. não estava em casa, mas mesmo assim as buscas foram feitas. Só depois de um trabalho minucioso a droga foi localizada no quarto dele. “Batemos no chão e percebemos que o piso estava oco. Quando retiramos, avistamos a droga em tijolos escondida”, conta o delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú que esteve na operação, Edmilson Marcos Bataier. Está é uma das maiores apreensões dos últimos meses, sendo a mais significativa neste ano.

A.R.S. foi encontrado a algumas quadras de sua casa, por outra equipe de policiais que participava da operação. No bolso do rapaz foi encontrada uma balança de precisão. Dentro da casa dele também foram encontrados uma motocicleta, outra balança de precisão e um aparelho celular, ambos apreendidos pela polícia. Ele foi para a cadeia pública de Barra Bonita e pode pegar pena de até 15 anos de detenção por tráfico de drogas.

No começo deste mês a Polícia Civil também apreendeu crack na cidade, mas uma quantia bem menor do que a de ontem. Na ocasião, foram localizadas 102 pedras e mais 100 gramas da droga na casa de um morador do Jardim Cila de Lúcio Bauab. A.R.S., 24 anos, foi preso sob a acusação de tráfico de entorpecentes.

Ainda neste mês, o Jornal da Cidade divulgou uma matéria que informou sobre a mudança de estratégia dos policiais contra o tráfico de drogas na microrregião de Jaú.

O JC apurou que, para um flagrante de grande quantidade de droga, as informações também são do tipo “atacado”, ou seja, chegam de fonte credenciada. Nem a Civil e nem a PM informam com detalhes como obtêm informações precisas para chegar ao tráfico chamado de atacado.

Também o trabalho de investigação fortalece a certeza na hora de dar o “bote” em uma grande encomenda de entorpecentes. O resultado é um crescente aumento nas apreensões de drogas pelas polícias Civil, Militar e Rodoviária.

Comentários

Comentários