Data histórica, comemoremos e repensemos nossas atitudes cívicas. Este ano iremos votar novamente e, importante mulheres, de 16 a 100 anos, não foi sempre assim. No Brasil colônia a mulher era considerada incapaz. Senão vejamos.
1927- Surge a primeira legislação relativa à educação de mulheres: a lei admitia meninas apenas para escola elementares (para elas conseguirem ler as receitas culinárias).
1938 - Nísia Floresta defendeu no Rio Grande do Norte investimentos em educação e fundou a primeira escola exclusiva para meninas.
1879 - O Governo brasileiro abriu instituições de Ensino Superior do país às mulheres, mas as jovens que seguiam esse caminho era sujeitas à desaprovação social.
1887 - Rita Lobato Velho Lopes foi a primeira mulher a receber o grau de médica no país.
1917- As mulheres ganharam o direito de ingressar no Serviço Público.
1921-É realizada a primeira partida de futebol feminino em São Paulo .
1922- O movimento Feminista Brasileiro teve como sua principal líder a bióloga e zoóloga Berta Lutz , que fundou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Ela representou o Brasil na Assembléia Geral da Liga das Mulheres eleitoras, realizada nos Estados Unidos.
1932- O Governo de Getúlio Vargas promulgou o novo Código Eleitoral pelo decreto nº 21.086 de 24 de fevereiro de 1932 , garantindo finalmente o direito de voto às mulheres, não por decisão própria, mas fruto de uma longa luta iniciada antes mesmo da Proclamação da República, e ainda aprovado parcialmente, uma vez que permitia somente às mulheres casadas, às viúvas e solteiras que tivessem renda própria. A Constituição Republicana já assegurava o voto das mulheres, porém, era mal interpretada, pois o artigo 174 dizia: "São eleitores todos os cidadãos maiores de 21 anos". Porém , o termo "cidadãos", segundo a interpretação da época referia-se aos homens, ao sexo masculino e não na forma genérica.
A Assembléia Constituinte assegurou o princípio de igualdade entre os sexos, a regulamentação do trabalho feminino.
1933- Berta Lutz foi candidata a uma vaga na Assembléia Nacional Constituinte pelo partido Autonomista do Distrito Federal e não conseguiu se eleger.
1933- A paulista Carlota Pereira Queiroz torna-se a primeira deputada federal e convidou a Berta Lutz a acompanhar de perto as discussões da Constituinte.
1934- As restrições ao voto feminino foram eliminadas do Código Eleitoral, embora a obrigatoriedade do voto fosse um dever masculino.
1934- Berta Lutz candidata-se novamente e consegue uma suplência. Acabou assumindo o mandato devido à morte do titular, deputado Cândido Pessoa. Aí lutou pela mudança de legislação trabalhista referente à mulher e ao menor e propôs igualdade salarial e licença maternidade de três meses à gestante. Permaneceu na Câmara até 1937, ocasião em que o regime de Estado Novo (1937-1945) dissolve os órgãos legislativos no país.
1946 - A obrigatoriedade do voto foi estendida às mulheres.
Década de 50- A mulher começa a marcar presença efetiva nos movimentos políticos.
1962 - Por pressão efetiva de grupos de mulheres, suprimiu-se do Código Civil o código da Mulher Casada, que a considerada incapaz e tutelada pelo marido.
1966 - O Congresso Nacional incluiu o sistema de cotas na lei eleitora e os partidos são obrigados a inscreverem, no mínimo, 20% de mulheres, em sua chapas proporcionais.
1975 - Cria-se em São Paulo o Movimento Feminista para a Anistia
1985 - A Câmara aprova o projeto de Lei que cria o Conselho Nacional doa Direitos da Mulher.
1985 - Surge a primeira Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher, em São Paulo
1986 - 26 mulheres eleitas deputadas constituintes, que atuaram na defesa dos direitos reprodutivos e no combate à violência contra a mulher. A atuação ficou conhecida como o “lobby do batom”. A licença-maternidade é aumentada para 120 dias e é criada a licença paternidade de 5 dias para o homem.
1979 - Eunice Michillis torna-se a primeira senadora brasileira, defendendo, sobretudo, a cidadnia feminina.
1 988 - O Lobby do Baton consegue avanços importantes para a mulher com licença-maternidade de 120 dias.
1990- Júnia Maria é eleita senadora por Minas Gerais
1994- o Maranhão é o primeiro Estado a ter governadora mulher – Roseana Sarney
1994- Benedita da Silva elegeu-se a primeira m senadora negra
2003 - Cria-se a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, com status de Ministério. Mulheres, pensem: foram muitas as mulheres que lutaram pela conquista do direito ao voto feminino:
Julia Barbosa, Berta Lutz, Leolinda Daltro,Celina Vianna, Nathercia da Cunha Silveira, Antonietta de Barros, Almerinda Gama, Jerônima Mesquita, Maria Luisa Bittencourt, Alzira Teixeira Soriano, Carlota Pereira Queiroz, Josefina Álvares da Azevedo, Carmem Portinho, Elvira Komel, Amélia Bevilacqua, Isabel de Sousa Matos e diversas outras.
2008- Novas eleições municipais - Mulheres, atenção: voto não é dever, é direito. Façamos em Bauru a Cidade de Mulheres Conscientes - Formemos um grande comitê contra a compra de votos e sejamos a favor de uma grande discussão sobre questões de gênero, Políticas Públicas que favoreçam o combate à violência contra mulheres e não o retrocesso nessa questão, como às vezes acontece, pois quando o assunto é cortar gastos, eles pensam primeiro que coisas de mulher pode muito bem se encaixar em programas gerais. Façamos valer nossos direitos, e é com ampla discussão que podemos interferir.
Quando o candidato é sério e consegue se eleger, ele cumpre o programa que apresentou e este deve ter mulheres, com suas sugestões. Se você mulher ajuda um candidato, deve saber como ele age depois de eleito. Analisemos todas as proposta dos candidatos, votemos corretamente.
Acyr Santinho Motta>/b> - dentista aposentada e umas das fundadoras do Conselho Municipal da Condição Feminina de Bauru e sua atual presidente