Tribuna do Leitor

Domingos sem glória. Mais tristes e vazios


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Foi com uma imensa surpresa e tristeza que ouvi: “Professor, vou deixar de publicar minhas crônicas semanalmente”. Espantado, indaguei: “Por quê?” E ela respondeu que era devido ao acúmulo de atividades. Atônito, naquela hora, não acreditei. O que pude dizer era que pelo menos uma vez por mês necessitávamos de sua glória. Num país onde geralmente não se pede licença, não se diz por favor e nem muito obrigado, precisamos das pessoas, que têm “glamour” próprio para nos orientar, nos conduzir. Por isso, aos domingos, quando recebia o JC, a primeira parte que buscava era o caderno SER. Sim, porque lá semanalmente tinha um ser socialmente diferente. Educada, gentil, bondosa, altruísta e, acima de tudo, competente naquilo que dizia. Alguns podiam até não aceitar suas orientações, suas sugestões. Esse é o diferencial, ela é uma pessoa com os pés no chão e cabeça feita. Sabe o que quer!

Há pessoas que hoje de conta que orientam. Deixam tudo e acham lindo e engraçado. São pessoas às quais “falta berço”. Como dizem: “não têm pedigree”. É diferente da nossa cronista: ela tem base. Fala com segurança e desenvoltura. O JC é um jornal que a gente gosta e necessita ler todos os dias, mas, agora sem a Glória ele ficou com uma lacuna irreparável. Ficou uma sensação de perda, nos deixou tristes. Eu quero, naturalmente, em nome de milhares de leitores e fãs, pedir à administração do JC e, em particular à Glória, à nossa Glória Total que volte. Pelo menos uma vez por mês respondendo cartas e, na sua perfeição, nos orientando como ser mais educado, mais pessoa, mais gente, mais cavalheiro, mais dama, mais bonito, mais fino, mais e mais e mais.

Glórinha, a Glória. Na sua coluna você não precisa de muitas palavras não. É só você assiná-la, colocar seu bendito nome, que já compreendemos a lição. Já sabemos como temos que fazer. Glórinha, conheci de perto sua paixão pela SORRI (que bonito também lá seu trabalho). Hoje você não deixa aqueles alunos por nada. Pense em nós também... esperamos na janela (do coração) por você. Precisamos de suas palavras e do seu lindo sorriso. É cativante!

Professor José Rafael Mazzoni e família

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