Regional

Indústria era motor da economia local

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Como bem lembrou um ex-funcionário da extinta Indústria Resegue de Óleos Vegetais Ltda, quando a empresa funcionava em Bariri (56 quilômetros de Bauru), a cidade contava com cerca de 12 agências bancárias. O fato de atualmente o município possuir metade deste total de agências dá a dimensão da importância que a indústria tinha para a economia local.

O aposentado Nelson Batistão trabalhou por uma década como balanceiro na empresa e guarda boas recordações. “A cidade toda dependia da Resegue, inclusive os bancos comerciais. Naquela época, tinham 12 bancos aqui em Bariri e agora fecharam seis agências. Caiu pela metade”, confirma.

Batistão teve sorte. Quando deixou a empresa em 1988, devido à sua falência, recebeu tudo o que tinha direito. “Era a maior da América Latina. Fez muita falta quando ela faliu”, comenta. “Eu não ia sair de lá de jeito nenhum, ganhava muito bem”, completa.

Ao contrário de Batistão, alguns ex-funcionários ainda têm valores a receber. A dívida da Resegue com eles soma aproximadamente R$ 800 mil. No entanto, não deve ser desta vez que eles receberão o que têm direito, pois a venda dos bens da antiga indústria, não deve cobrir todas as dívidas, como adiantou o advogado Evandro Demétrio, que presta serviço em Bariri de procurador para a síndica da massa falida da empresa.

Além dos bancos e dos ex-funcionários, a Prefeitura de Bariri também é credora da Resegue. Ao mesmo tempo ela também deve para a massa credora da empresa, como explica Demétrio. “A prefeitura é credora de alguns impostos municipais e ao mesmo tempo é devedora da massa porque ela desapropriou várias áreas de terra para conceder a empresas e ela tem que pagar essas desapropriações”, detalha.

Segundo o advogado, dos cerca de 200 mil metros quadrados de área onde funcionava a indústria Resegue, pelo menos metade deste total, cerca de 100 mil metros quadrados, foram desapropriados pelo município num período de 20 anos.

Leilão

Além dos equipamentos, futuramente também será colocado à venda o restante do terreno. De acordo com Demétrio, o leilão será realizado em Bariri. “Ainda não foi marcado aqui em Bariri porque está faltando esta definição dos valores. Não dá para prever (a data). Mas acredito que, em tese, saia este ano o leilão”, conclui.

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