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PF e FBI prendem 17 acusados por golpes em investidores

Folhapress
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São Paulo - A Polícia Federal (PF), em conjunto com autoridades norte-americanas, deflagrou ontem em dois Estados (São Paulo e Rio Grande do Sul) a “Operação Pirita”. O objetivo é desmontar esquema que fraudava investidores do mercado financeiro (pessoas físicas e jurídicas) de vários países, principalmente Inglaterra, Espanha, Austrália, Estados Unidos e Ásia.

Segundo a PF, 17 pessoas já foram presas, sendo 15 em São Paulo e duas nos Estados Unidos, onde o FBI cumpriu dois mandados de prisão contra brasileiros em Miami. Ao todo, foram expedidos 27 mandados de prisão temporária, três mandados de prisão preventiva e 35 ordens de busca e apreensão. Informações norte-americanas relatam que o grupo atuava há cinco anos, sendo três no Brasil, e tenha registrado lucros acima de US$ 50 milhões.

Em nota enviada à imprensa, a PF explicou que a quadrilha forjava sites de falsas empresas de fusões e aquisições, agências reguladoras americanas e asiáticas e diversos contratos e documentos para ludibriar estrangeiros possuidores de ações com baixa liquidez. A partir de um “boiler room” (escritório especializado nesse tipo de fraude) situado em São Paulo, e recentemente transferido para Buenos Aires (Argentina), operadores de telemarketing de diversas nacionalidades, que se passavam por intermediadores, ofereciam condições irrecusáveis para a compra destas ações.

Para concretizar o negócio, exigia-se o depósito antecipado de taxas de corretagem e impostos, com a promessa de restituição do dinheiro. Quem caía no golpe fazia o depósito em contas abertas nos Estados Unidos. Uma vez que o dinheiro era depositado, eram realizadas diversas transferências para outras contas, de forma sucessiva, com o intuito de apagar o rastro da origem do recurso.

Por fim, o dinheiro chegava às contas dos integrantes da organização em vários lugares do mundo, incluindo o Brasil, por meio de ação de doleiros. Na lista de procurados estão doleiros, que auxiliavam a quadrilha a movimentar os valores e trazê-los ao Brasil, bem como os empresários e pessoas físicas que operacionalizavam a lavagem do dinheiro das vítimas.

Os principais crimes cometidos pela quadrilha são estelionato, evasão de divisas e operação de instituição financeira sem a competente autorização, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Somadas, as penas podem chegar a 33 anos de prisão.

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