Cultura

Tapete vermelho levou brilho ao Oscar

Por Da Redação | Com Folhapress e Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Os filmes sombrios podem ter sido os destaques do Oscar este ano, mas foi o vermelho ousado e forte que dominou no tapete vermelho da premiação, brilhando em um dia cinzento e chuvoso em Hollywood. Debaixo da lona plástica erguida sobre o tapete vermelho, estrelas como Anne Hathaway, Helen Mirren, Miley Cyrus, Katherine Heigl e Heidi Klum se destacaram com vestidos elegantes em tons diversos de carmim.

Muitas ostentavam tons fortes e dramáticos de vermelho, evocando os temas de vingança, desespero e amor malfadado presentes nos filmes indicados ao Oscar principal, como “Desejo e Reparação”, “Conduta de Risco” e “Sangue Negro”.

Anne Hathaway optou por um vestido vermelho de Marchesa, deixando um ombro nu e o outro coberto de rosas de seda. Com sua cauda longa, o vestido foi pouco prático na chuva, disse a atriz. A supermodelo Heidi Klum compareceu num vestido vermelho de Galliano para divulgar o combate às doenças cardíacas nas mulheres. Helen Mirren, ganhadora do Oscar de melhor atriz no ano passado, optou por um modelo cor de granada de George Chakra, com costas e mangas bordadas com paetês.

Ruivo é a cor dos cabelos de Tilda Swinton, mas a ganhadora da estatueta de melhor atriz coadjuvante optou por um vestido preto da Lanvin com uma manga longa, suscitando algumas críticas.

Duas beldades que fogem do esquema magreza extrema, botox e caretice salvaram a festa: a roteirista Diablo Cody e a atriz Marion Cotillard. Diablo, a “it girl” da hora, não era das mais elegantes. Mas uma ex-stripper tatuada com pinta de “pin-up” que recebe um Oscar num Dior abusado com estampas de oncinha e batom ultravermelho merece aplausos.

Já a francesa Marion foi a bela da noite, muito sensual num Jean-Paul Gaultier. Com silhueta rabo-de-peixe e escamas de tecido, o vestido tinha um quê kitsch e burlesco e, por isso, destacou-se no marasmo criado pela estética da riqueza extrema e juventude “eterna”. O troféu de look mais desleixado poderia ir para Ellen Page. A protagonista de “Juno” apareceu num longo preto disforme, que parecia feito para alguém bem maior do que ela.

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